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A medida que deixou a Fórmula 1 em alvoroço vista ao pormenor

Adeptos da modalidade estão preocupados com as mudanças que irão ser produzidas até 2030. Fórmula 1 vai tornar-se mais sustentável, mais amiga do ambiente, mas será que a sua identidade se mantém?

A medida que deixou a Fórmula 1 em alvoroço vista ao pormenor

A Fórmula 1 quer estar na vanguarda tecnológica e também servir de exemplo para o mundo. Esta terça-feira, a F1 revelou que existem planos para tornar as corridas mais sustentáveis e colocar os monolugares a emitirem zero emissões de CO2.

O plano divulgado contempla duas fases: uma até 2025, onde o foco incide nas corridas “sustentáveis”, outra até 2030, em que o objetivo é produzir unidades de potência não poluentes. E o Desporto ao Minuto quis explicar ao pormenor toda esta mudança que promete revolucionar a modalidade e o desporto motorizado.

Será possível?

De acordo com a informação veiculada pela F1, este é já um plano que vem sendo estudado há 12 meses pela FIA, pelas equipas, por promotores e até parceiros. Porém, à primeira vista, muitos adeptos torcem o nariz e duvidam que a Fórmula 1 consiga manter a sua identidade.

Muitos falam numa “Fórmula E 2.0”, mas a verdade é que a organização da F1 desmente que o caminho seja esse. O objetivo é claro: ser um exemplo para a sociedade, tornar a Fórmula 1 numa verdadeira ‘amiga do ambiente’, mas manter parte do que apaixona os adeptos, ou seja, os motores a combustão.

Como conseguir que os motores mais potentes do mundo produzam zero emissões de CO2?

As unidades de potência híbridas vão continuar e a filosofia vai manter-se igual desde 2014, ano em que estes motores foram implementados. Não irão passar a existir motores apenas movidos a eletricidade, como existem, de facto, na Fórmula E. O que vai acontecer é que vários especialistas vão trabalhar para que o ICE (motor de combustão interna) não emita qualquer tipo de emissão poluente.

O segredo para tal acontecer estará nos combustíveis sustentáveis e nos sistemas de recuperação de energia destas unidades de potência híbrida. E a verdade é que ainda existem pela frente 10 anos de trabalho para que tudo possa ocorrer como previsto.

Chase Carey, atual CEO da Fórmula 1, mostrou-se confiante em todo o projeto

"Poucas pessoas sabem que a atual unidade híbrida de potência F1 é a mais eficiente do mundo, fornecendo mais potência usando menos combustível do que qualquer outro carro. Acreditamos que a F1 pode continuar a ser líder na indústria automobilística, trabalhando com o setor para fornecer o primeiro motor de combustão interna híbrido que reduza enormemente as emissões de carbono”, disse. 

Voltando à 1.ª parte do plano…

As mudanças pensadas não se resumem apenas a redução de emissão de CO2. Quanto às corridas “sustentáveis”, a F1 pretende eliminar a utilização do plástico, adotando materiais que sejam reutilizáveis e recicláveis. Mas esta será uma medida implementada por fases, que tem como objetivo tornar tudo sustentável até 2025, contando, claro, com a ajuda de todos os intervenientes. Até a do público…

A organização deseja também incentivar os adeptos de todo o mundo, que viajam para acompanhar as suas equipas e pilotos preferidos, a utilizarem transportes ecológicos e sustentáveis.

“O nosso compromisso com a proteção ambiental é muito grande. A FIA congratula-se com esta iniciativa da Fórmula 1. Não é apenas encorajador para o futuro do automobilismo, mas também pode trazer fortes benefícios para a sociedade no geral”, realçou Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

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