Resolver problema de animais abandonados no Funchal vai levar 10 anos

A vice-presidente da Câmara do Funchal, Idalina Perestrelo, perspetivou hoje que vai demorar cerca de uma década a resolver o problema da população animal abandonada no concelho.

© Reuters
País Madeira

"Temos uma linha de uma década para que haja controlo da população animal, quer cães e gatos", disse a autarca na apresentação da XII Mostra Canina 'Cidade do Funchal', que decorre a 17 de junho, nos jardins do Lido.

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Idalina Perestrelo considerou que ainda "há muito trabalho a fazer", recordando que o Funchal foi "o primeiro município a adotar a lei do não abate, o que não é fácil" e exige "fazer gestão cuidada".

A responsável complementou que esta "decisão foi a mais acertada", apontando que há um "número gigante de animais no Funchal e existe um trabalho muito grande a fazer, porque não é de um ano para o outro que vamos fazer o controlo".

Idalina Perestrelo salientou que a autarquia está a apostar na esterilização, realçando que "o canil municipal tem os seus animais quase todos esterilizados".

"Também estamos a trabalhar com os animais de rua, mas nem sempre é fácil", sublinhou.

A autarca adiantou que "muito em breve" estará em funcionamento o "centro de esterilizações que ficará na antiga escola da Vaquinha [arredores do Funchal]".

"Serão passos importantes, gigantes, que levarão ao controlo da população de animais", vincou, defendendo ser necessário "sensibilizar para o não abandono", sobretudo porque "estamos a chegar ao verão".

Idalina Perestrelo recordou que desde 01 de maio "os animais deixaram de ser coisas e são seres com direitos", sendo "crime abandonar ou maltratar um animal".

Ainda apelou para que as pessoas visitem o canil do Vasco Gil, porque "os animais merecem ser conhecidos e seria uma mais-valia para todo o município".

Por seu turno, o organizador deste evento, José Carlos Gomes, defendeu que todas as câmaras municipais da região se deviam unir para criar três canis na Madeira (nas zonas Este, Leste e Centro).

"É estupidez cada município ter um canil", apontou, opinando que existir um só no Funchal é insuficiente, acrescentando serem necessárias mais "campanhas de desparasitação e esterilização dos animais de rua".

Segundo o organizador, se não for feita uma aposta nesse sentido na região as pessoas ainda vão "andar nas ruas aos pontapés aos cães e gatos".

"Já não conto com o Governo Regional", disse, considerando que as medidas para a esterilização devem ser tomadas "de cima para baixo" e que se "impõem para não haver tanto cão no meio da rua".

Esta iniciativa é apoiada pela empresa intermunicipal Frente Mar, tendo o seu responsável, Carlos Jardim, salientado que é "a primeira criada para os animais" e anunciou que estão a ser colocados bebedouros e dispensadores para recolha de dejetos de animais ao longo de toda a marginal do Funchal.

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