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"Temos 120 milhões de euros disponíveis para investimentos"

Rui Jorge Rego é o terceiro candidato a ser entrevistado pelo Desporto ao Minuto. As eleições do Sporting estão agendadas para o próximo dia 8 de setembro.

"Temos 120 milhões de euros disponíveis para investimentos"
Notícias ao Minuto

29/08/18 por Andreia Brites Dias

Desporto Rui Jorge Rego

Rui Jorge Rego é um dos sete candidatos às eleições do Sporting, marcadas para o próximo dia 8 de setembro. Depois de Pedro Madeira Rodrigues e Fernando Tavares Pereira, foi a vez de o advogado conceder uma entrevista ao Desporto ao Minuto

O candidato de 46 anos é o 'representante máximo' da Lista E "Projeto e Futuro". Apesar de ser um dos candidatos menos conhecidos na esfera pública e desportiva, Rui Jorge Rego acredita que pode convencer os sócios com o seu projeto "diferente e inovador".

O advogado traz ainda dois 'trunfos' na manga que considera, igualmente, decisivos: Roberto Carlos, para o futebol profissional, e Paulo Lopo, para ocupar a presidência da SAD leonina. 

O Sporting precisa de um presidente que consiga agregar o clube.Rui Jorge Rego é um dos sete candidatos à presidência do Sporting. Por que motivo é que os sportinguistas devem votar em si e por que é que acha que deve ser o vencedor?

O nosso projeto é diferente, inovador e feito de grandes profissionais. Pretendemos, para começar, a profissionalização da SAD. A nossa candidatura é diferente por vários motivos, mas os principais são o enfoque no aumento das receitas, o enfoque no futebol de competição e nas modalidades. Temos parcerias estratégias, não concentradas apenas no investimento. Não trazemos apenas investidores, mas sim estratégias. Claro que alguns desses parceiros farão o seu investimento, mas apenas para colocar o Sporting no plano internacional e permitir o seu crescimento. Por exemplo, parceiros da China (KNG) e da América do Sul (Júlio Brant) proporcionam mais projeção para o mundo, como é natural. 

É um dos candidatos menos conhecidos na esfera pública. Pensa que esse fator pode enfraquecer a sua candidatura ou pelo contrário?

Os sócios é que vão dizer se sou um dos candidatos mais fortes, mais fracos ou do meio. Mas sei, tenho plena noção, que começámos  atrás dos outros. Porém, temos feito um caminho ascendente e mostrado que temos muitas capacidades. Tal como credibilidade no nosso projeto. 

O Sporting ficou sem presidente em junho, sem treinador e sem alguns dos seus jogadores. Uma situação que foi, parcialmente, revertida pelo presidente interino Sousa Cintra. Perante tudo o que o clube atravessou e atravessa, que tipo de presidente é que o Sporting precisa?

Neste momento, o Sporting precisa de um presidente que consiga agregar o clube. Agregar é a palavra chave. O presidente que assumir o Sporting terá de tentar acabar com o discurso do costume, aquele discurso do: 'Eu sou do Godinho Lopes, eu não sou do Godinho Lopes'. Temos de parar com isso. Acima de tudo, o presidente tem de agregar e terminar com as divisões. Para além disso, tem ainda de saber liderar. Tem, também, de conseguir colocar as pessoas certas nos lugares certos. 

Pensa que isso não aconteceu com Bruno de Carvalho? Que erros é que o antigo presidente cometeu que podem servir de exemplo para o candidato que vencer as eleições de 8 de setembro?

Bruno de Carvalho fez um primeiro mandato que é considerado, pela maioria das pessoas, muito positivo. Com alguns reparos à forma e ao conteúdo, mas fez coisas muito bem feitas. Não nos podemos esquecer da reestruturação financeira. É verdade que houve quem já tivesse dito que já estava planeada, que não foi Bruno de Carvalho que a fez. Não sei se é assim, mas foi ele que a pôs em prática. Foi ainda na sua presidência que foi feito o Pavilhão João Rocha. Quando Bruno de Carvalho chegou ao Sporting, a equipa principal de futebol tinha um orçamento muito reduzido e essa situação foi-se alterando. No entanto, o último mandato mostrou um total descontrolo, principalmente durante os últimos meses. Era uma situação que não se podia manter, uma situação daquelas que não pode acontecer num clube.

Já disse publicamente que o seu projeto para o futebol profissional é diferente de todos os outros. O que o difere dos restantes?

É diferente porque tem a ver com os nossos parceiros estratégicos. Temos capacidade para atrair jogadores para o Sporting. Temos 120 milhões de euros disponíveis para investimentos, que queremos gastar para reforçar o plantel principal da equipa de futebol. Claro que o gasto será de uma forma sustentada com a equipa, de forma a atingirmos os objetivos necessários.

Roberto Carlos é a sua aposta para o futebol profissional. O que acha que pode trazer para o Sporting e por que é que escolheu o ex-jogador?

Existe a necessidade de termos estabilidade no Sporting. Temos de dar estabilidade ao Sporting e ao José Peseiro e o Roberto Carlos tem o perfil adequado para tal. Irá trazer boa disposição ao balneário, competitividade, rigor e hábito de vitórias. Roberto Carlos é campeão do Mundo e tem vários títulos. Irá trazer hábitos de vitória ao clube, jogadores e ao treinador. Para além disso, sempre que quisermos trazer outros jogadores, como estrelas do futebol, eles virão mais facilmente com a presença do Roberto Carlos no Sporting.

Temos de dar estabilidade ao Sporting e ao José Peseiro e o Roberto Carlos tem o perfil adequado para tal.Caso vença as eleições, Paulo Lopo será o presidente da SAD do Sporting. Que tipo de mais-valia é que pode trazer ao clube de Alvalade?

O Paulo Lopo vem acrescentar experiência enquanto presidente da SAD. Ele já é presidente da SAD de um clube que comprou. Criou métodos inovadores que têm trazido resultados brilhantes ao Leixões. Claro que o Sporting não é o Leixões, mas é também um clube que precisa de resultados. O Paulo Lopo tem aptidões importantes para o clube. É necessário reduzir o passivo e as despesas. Esta é a única lista onde o presidente da SAD tem experiência de outra SAD, mais nenhuma candidatura oferece o mesmo.

Relativamente à pasta das finanças, como é que avalia a situação atual do Sporting?

As últimas contas apontam para março de 2018 e apresentam alguns problemas. Temos 33 milhões de euros de dívidas a fornecedores e depois há o empréstimo obrigacionista. Não é alarmante, até porque teremos um investimento de 120 milhões de euros. Nós temos as soluções. O que o Sporting tem de fazer é parar com o aumento sucessivo da dívida. Porque, dia após dias, ano após ano, será insustentável. 

Caso seja eleito, o que é que considera financeiramente mais urgente resolver?

Teremos de começar pelas dívidas aos fornecedores, apostando na nossa capacidade para negociar. Depois, temos o empréstimo obrigacionista que, na minha opinião, se resolve com outro empréstimo obrigacionista. 

O Sporting faz parte do lote de três grandes clubes portugueses. Nesse sentido, terá sempre Benfica e FC Porto como rivais. Que relação terá com estes dois emblemas?

Pretendemos manter relações institucionais com Benfica e FC Porto. Aliás, o futebol português precisa que os três grandes mantenham relações institucionais. No entanto, o Sporting quer sempre a verdade desportiva e é por isso que vai lutar. Todos precisamos dessa verdade desportiva. Não é por acaso que, atualmente, temos este ranking da UEFA e é prejudicional para os três clubes, onde um estará sempre de fora da Liga dos Campeões e outro terá de passar duas eliminatórias. Temos de mudar isso, temos de voltar a ter o lugar que tínhamos. O futebol português merece isso. Portugal merece isso. Mas temos todos que fazer por isso: clubes, Liga Portugal, Federação Portuguesa de Futebol, árbitros, Governo… Temos de olhar, em conjunto, para a indústria do futebol e tentar perceber o que queremos fazer com ela. 

Se no dia 8 de setembro não pudesse votar na sua lista, em que lista votaria?

(Risos) Votaria no meu projeto. Não sei. Acho que há boas ideias em todos os projetos e candidaturas, mas considero que o nosso é o melhor. 

Quer deixar alguma mensagem/apelo aos sócios do Sporting?

Queria dizer aos adeptos do Sporting para votarem na nossa lista, na lista E. Que confiem no nosso potencial e que acreditem que vamos desenvolver um bom trabalho. Não é por sermos desconhecidos que não somos competentes. Temos o Roberto Carlos e o Paulo Lopo que estão dispostos a mudar as suas vidas porque acreditam neste projeto. Pensem nisso. 

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