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Costa afirma que só Marcelo pode esclarecer o que disse sobre messianismo

O primeiro-ministro manifestou-se hoje em sintonia com as preocupações transmitidas pelo Presidente da República sobre a democracia, mas considerou que só o próprio chefe de Estado pode esclarecer o que disse sobre "messianismo" e endeusamento" dos políticos.

Costa afirma que só Marcelo pode esclarecer o que disse sobre messianismo
Notícias ao Minuto

15:51 - 25/04/18 por Lusa

Política 25 de Abril

António Costa falava aos jornalistas no início da festa das comemorações do 25 de Abril de 1974 nos jardins de São Bento, depois de interrogado sobre a forma como recebeu o discurso esta manhã proferido por Marcelo Rebelo de Sousa na Assembleia da República.

Questionado sobre quem são os alvos da parte do discurso em que o Presidente da República se referiu ao "messianismo" e ao "endeusamento" de políticos, António Costa alegou que "essa é uma pergunta que seguramente tem de ser dirigida a ele".

"Para já, creio que não estava a falar de si próprio, porque é o único em que nas sondagens surge com níveis de popularidade absolutamente estratosféricos. Não sei [a quem se estava a referir]", repetiu o líder do executivo.

António Costa advertiu depois que "é muito difícil interpretar a arte moderna e nem sempre é possível interpretar os discursos modernos".

"Mas o Presidente da República ficará encantado em poder esclarecer sobre aquilo que lhe ia no espírito nesse momento", completou o primeiro-ministro.

Na primeira pergunta sobre como ouviu o discurso proferido pelo chefe de Estado, António Costa optou por recorrer ao humor junto dos jornalistas, começando por dizer: "Ouvi de costas, porque o Presidente da República estava atrás de mim".

Esgotado o momento de humor, António Costa esclareceu em seguida que estava por dentro das preocupações manifestadas pelo Presidente da República, já que o acompanhou recentemente na visita a França por ocasião das comemorações do centenário da batalha de La Lys, na I Guerra Mundial.

"Percebi bem então a ligação que o chefe de Estado quis fazer entre a tragédia da Europa há cem anos e aquilo que nós consideramos como um adquirido: A paz, a liberdade e a democracia. Mas a paz, a liberdade e a democracia não são um adquirido", vincou o líder do executivo.

Para António Costa, embora Portugal tenha já 44 anos de liberdade pós-25 de Abril, "importa continuar a trabalhar para que essa liberdade seja eterna".

"Como disse o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, este ano celebramos pela primeira vez o facto de a Constituição de 1976 já ter vigorado mais tempo do que a antiga Constituição de 1933 do Estado Novo. Este é um bom sinal sobre a vitalidade da democracia, mas temos de continuar a trabalhar para que este nosso regime esteja cada vez mais forte", insistiu.

Já sobre os fenómenos do populismo, António Costa admitiu que também a democracia corre riscos de adoecer, mas advogou que Portugal "tem encontrado bons antídotos".

Neste ponto, o primeiro-ministro voltou a defender a importância de existirem sempre alternativas políticas em democracia, assim como o caráter fundamental de as promessas serem cumpridas.

"É importante que os cidadãos saibam que, quando estiverem cansados de uma solução política, têm outra alternativa para escolher. Mas também é importante que as pessoas sintam que o poder político as respeita e que os compromissos assumidos são respeitados. A ideia que se respeita os compromissos é essencial para dar força à democracia e confiança aos cidadãos - e a confiança é o melhor antídoto contra os populismos", acentuou António Costa.

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