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“Nunca se conseguirá vencer PS com um PSD afunilado numa visão sem chama"

Santana Lopes é, na visão de Carlos Abreu Amorim, “o mais indicado para este tempo que passa e possui condições ideais para suplantar António Costa nas próximas legislativas”.

“Nunca se conseguirá vencer PS com um PSD afunilado numa visão sem chama"
Notícias ao Minuto

09:00 - 22/11/17 por Melissa Lopes

Política Carlos Abreu Amorim

Carlos Abreu Amorim, que já declarou o seu apoio a Pedro Santana Lopes na disputa pela liderança do PSD, publicou um extenso texto na sua página de Facebook, onde explica com detalhe uma das razões que o levam a apoiar o anterior provedor da Santa Casa da Misericórdia: o discurso. Faceta que, na sua opinião, faz de Santana “o mais indicado para este tempo que passa e possui condições ideais para suplantar António Costa nas próximas legislativas”.

Destacando a importância do discurso de um líder político - “as palavras que diz são o espelho da sua alma” -, Carlos Abreu Amorim afirma que é através das palavras de um político que “podemos perceber a configuração essencial da sua visão do mundo, as suas prioridades e o modo como pensa concretizá-las”.

“Um discurso político firme não é suscetível de se revirar a qualquer título de jornal ou soçobro nas sondagens (duvidosa arte em que Costa é quase insuperável) mas o líder tem sempre de o saber adaptar às mudanças do tempo sob pena de não conseguir responder ao que é preciso”, prossegue Amorim, frisando que um líder político “deve construir um discurso estribado nos princípios ideológicos básicos em que acredita mas integrando as componentes fundamentais da realidade em que está, mormente as suas alterações essenciais”.

Ora, na sua opinião, “Santana Lopes faz das preocupações sociais o tema fulcral do seu discurso”. Amorim enfatiza a “sua compreensão da ação do Estado na sociedade”, que “vive sobretudo da intervenção social e dos mecanismos que provaram ser eficazes para atenuar as desigualdades como o incremento da qualidade do sistema de ensino”. No que à economia diz respeito, “em todas as suas intervenções salienta a necessidade de criar lógicas administrativas que favoreçam a coesão territorial e acabem de vez com este país feito de Litoral e Interior, um desigual rosto de Janus com duas faces de desenvolvimento desequilibradas e injustas”.

Santana, acrescenta Amorim, “quer repensar as políticas públicas para a juventude para que estas consigam baixar os índices obscenos do desemprego jovem e dar esperança a toda uma geração a quem a bancarrota socialista atraiçoou e desgastou”.

Neste sentido, o social-democrata conclui que o discurso político de Santana Lopes é “o mais indicado para este tempo que passa e possui condições ideais para suplantar António Costa nas próximas legislativas”.

E de uma coisa está certo: “Nunca se conseguirá vencer este PS em 2019 com um PSD afunilado numa visão redutora e sem chama”. Carlos Abreu Amorim enaltece ainda a postura de Santana por este “não elogiar hoje aquilo e aqueles que ontem desfez publicamente”.

“Para o PSD e para o país, esta não é a hora para um discurso tecnocrata, distante e sem esperança”, aponta, consciente de que o PPD/PSD só vencerá as próximas eleições se “for capaz de projectar um discurso político claro e popular que alargue a sua base de apoio com propostas de inovadoras e de futuro mas sem nunca renegar a sua história, incluindo o esforço patriótico de Passos Coelho em salvar o país”.

“Santana Lopes fala cara a cara com as pessoas acerca dos seus problemas e na linguagem que estas entendem. Nestas Diretas tem demonstrado o discurso político mais bem preparado, adequado e empolgante - provou ser o melhor protagonista para vencer António Costa em 2019”, remata.

As diretas no PSD estão marcadas para o dia 13 de janeiro e colocam frente a frente o antigo autarca do Porto, Rui Rio, e o anterior presidente da Santa Casa da Misericórdia, Pedro Santana Lopes. As eleições no partido foram marcadas pelo Conselho Nacional depois de Pedro Passos Coelho ter decidido, após as eleições autárquicas, que não se recanditaria à liderança do PSD. 

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