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Euro, salários e fundos da UE. 'Dinheiro' marcou 3.º debate das Europeias

Este foi o terceiro encontro entre os cabeças de lista para discutir os principais temas da Europa. Recorde o que de essencial foi dito neste frente a frente.

Euro, salários e fundos da UE. 'Dinheiro' marcou 3.º debate das Europeias
Notícias ao Minuto

20:37 - 17/05/24 por Daniela Carrilho

ao minuto Ao Minuto Política Europeias

O terceiro debate para as eleições Europeias realizou-se esta sexta-feira, dia 13 de maio, entre os cabeças de lista Catarina Martins (Bloco de Esquerda), João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal), Francisco Paupério (Livre) e João Oliveira (Partido Comunista Português).

Economia e saída do Euro, salário mínimo e fundos europeus foram os temas que marcaram o encontro aceso entre os cabeças de lista neste debate.

A CDU referiu que "Portugal se deve preparar para se libertar do Euro" - o que pode levar a taxas de juro mais baixas -, e João Cotrim Figueiredo (IL) acusou João Oliveira (CDU) de "roçar a ignorância económica". Por outro lado, Catarina Martins (BE) citou o ex-primeiro-ministro António Costa, dizendo que "o 'Euro foi uma prenda à Alemanha' e tem razão".

Já Francisco Paupério (Livre) defendeu "um valor de salário mínimo europeu obrigatório que desse dignidade de vida" às pessoas - com Catarina Martins a assumir "ter muitas dúvidas".

A campanha arranca no dia 27 de maio e prolonga-se até 7 de junho. As eleições Europeias estão marcadas para 9 de junho.

Fim de cobertura

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Termina aqui o acompanhamento AO MINUTO do terceiro debate para as eleições Europeias, que acontecem a 9 de junho. Obrigada por ter estado desse lado!

 

Fundos europeus? "Não são Euromilhões, mas sim mecanismo de compensação"

Daniela Carrilho | há 4 semanas


João Oliveira reforça, por sua vez, que "os fundos europeus não são um Euromilhões, mas sim um mecanismo de compensação pelos impactos assimétricos em função das políticas europeias".

No caso de Portugal, estes "não chegam sequer para compensar os prejuízos que temos".

O orçamento da UE tem de ser "naturalmente reforçado", assegura ainda.

"Continuamos a dar mais dinheiro a proprietários do que aos agricultores"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

O Bloco avança que tem medidas de combate à corrupção, dizendo que "não podemos ter uma espécie de economia de sacar fundos europeus que não deixa, do ponto de vista estratégico, nada no país e isso deve ser combatido".

"Devo dizer que infelizmente continuamos a dar mais dinheiro aos grandes proprietários do que aos agricultores", assume Catarina Martins, "alertando contudo que "não há mais Europa sem mais orçamento [e] quem achar isso, só vai ter um problema maior".

"Mais tarde ou mais cedo vamos ter de viver sem fundos europeus"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Cotrim Figueiredo afirma que "mais tarde ou mais cedo vamos ter de viver sem fundos europeus" e, por isso, "é bom aproveitar os fundos enquanto eles existem", considerando que "a fiscalização não é suficiente".

"Só tenho pena que tenhamos sido o único partido a dizer que a UE não foi rápida a aprovar as possibilidades das nossas plantas. Gastaríamos muito menos energia, muito menos água e muito menos fitosanitário", atira.

Livre "está ao lado dos agricultores" e defende práticas sustentáveis

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Novo tema: Fundos europeus.

É preciso garantir que sejam executados os que já nos foram atribuídos? Como se aumenta a taxa de execução? "Claro que essa execução vai depender sempre do Governo nacional, temos um PRR que foi aprovado, mas relativamente aos fundos - neste caso para os agricultores - gostava de dizer que o Livre está ao lado dos agricultores", afirma, dizendo que é preciso "reinvestir nos pequenos e médios agricultores, mudar o método de fazer agricultura - com práticas de agricultura sustentável".

 

"Há europeus prejudicados por não haver salário mínimo"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Sobre os salários, Francisco Paupério refere que "há europeus que são prejudicados por não ter essa diretiva e não haver salário mínimo".

"Salários devem ser critério e objetivo de desenvolvimento do país"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

"Os salários não são só uma política económica secundária, pelo contrário, os salários devem ser um critério e um objetivo de desenvolvimento do país", diz João Oliveira, assumindo que quer "que a convergência seja feita no progresso para elevar as condições de vida, combater o desemprego, com o objetivo de garantir o pleno emprego, com a garantia de valorização das condições de trabalho", nomeadamente no que diz respeito "à redução das horas de trabalho e sinistralidade".

A CDU defende ainda "a contratação coletiva", sendo contra os critérios implementados em Portugal que podem levar as pessoas a viver no limiar da pobreza.

 

"Investimento público em setores estratégicos", como "a transição justa"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Catarina Martins, por sua vez, considera que "precisamos de investimento público em setores estratégicos", como "a transição justa", que pode "criar emprego qualificado em diversas áreas".

Neste sentido, a bloquista diz ter "muitas dúvidas" sobre a criação do salário mínimo europeu, porque está a ser debatido como uma "percentagem do salário médio".

"Se aplicarmos em Portugal, os salários mínimos baixavam. É um debate sobre o qual é preciso ter algum cuidado", adianta.

UE "é campeã da burocracia quando há décadas era a campeã da inovação"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

João Cotrim Figueiredo acusa os partidos presentes de não terem votado a favor da proposta de literacia financeira, proposta pela IL. "Porque se houvesse literacia financeira, nenhuma pessoa percebia as propostas dos partidos", atira.

"A única forma de aumentar salários de forma sustentada é que a economia cresça, que consiga criar empregos cada vez com conteúdo de qualificação mais elevado", afirma, dizendo que a UE "é campeã da burocracia quando há umas décadas era a campeã da inovação".

Por isso, o "grande desafio" da UE é também o "crescimento económico".

"Dignidade". Livre defende "valor de salário mínimo europeu obrigatório"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Vamos a um novo tema: o salário mínimo europeu, uma proposta apresentada pelo Livre.

Paupério defende "um valor de salário mínimo europeu obrigatório que desse dignidade de vida às pessoas", no entanto, "seria um valor calculado com as especificidades de cada país".

A Carta Europeia do Trabalho Justo deve garantir "o aumento extraordinário por causa da inflação neste salário", garantir os direitos dos trabalhadores e o direito à formação dos trabalhadores, que "é uma obrigação das empresas".

No caso português, prosseguiu, o salário passaria a ser o equivalente a 80% do salário mínimo espanhol. Esta medida foi criticada pelos cabeças de lista do BE e da CDU, que consideraram que se trata de "nivelar por baixo" e que, no caso português, isso acabaria por implicar uma redução do salário mínimo.

"Extraordinário como nas questões de mercado democracia não vale" para IL

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Após uma troca de ideias acesa entre os candidatos, Catarina Martins 'atira-se' a Cotrim Figueiredo, dizendo que "é extraordinário como os liberais nas questões de mercado a democracia não vale" e, "depressa descartam a democracia".

"O BCE, que toma decisões importantíssimas, que decide a prestação da casa que as pessoas pagam não pode ter escrutínio democrático. Era o que mais faltava"...

O que o BE propõe "é que o Parlamento Europeu não emita apenas opinião, mas possa ter um parecer vinculativo sobre o que deve ser o mandato do BCE", disse, uma ideia que foi partilhada pelo candidato Livre, que apresentou as propostas do partido.

Cotrim Figueiredo diz, no entanto, que a questão em cima da mesa "é tomar as decisões técnicas por ele".

A bloquista defende que "Portugal precisa de fazer alianças para defender a sua economia, os seus salários e os seus serviços públicos".

"Livre é europeísta e consideramos que a Europa tem muito a melhorar"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Francisco Paupério começa a sua intervenção enviando uma mensagem de apelo às pessoas LGBTI, no dia em que se comemora o Dia Internacional contra a Homofobia.

De seguida, sendo que o Livre não acompanha o regresso ao escudo ou à saída do Euro, o candidato declara "espera que haja proximidade do BCE ao Parlamento Europeu".

"Apesar das regras, conseguimos fazer face a crises como fizemos na pandemia", assume Paupério. "Relativamente a ficar ou não no euro, o Livre é convictamente europeísta e consideramos que a Europa tem muito a melhorar".

"António Costa disse que 'Euro foi uma prenda a Alemanha' e tem razão"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Catarina Martins (BE) cita António Costa que diz 'o Euro foi uma prenda a Alemanha' e "tem razão".

"É muito diferente o cenário que nós vivíamos na altura da crise financeira, com juros a 7%, em que nos diziam que era impossível que o BCE, de alguma forma, salvasse os países, só podia salvar bancos e era impossível termos dívida conjunta na UE", começa por dizer, comparando com os tempos que vivemos hoje.

"O BCE tem um efeito para não subirem os juros das dívidas e foi assim que se superou a crise financeira e também temos uma dívida parcialmente comum e isso é importantíssimo", destaca Catarina Martins.

Estar fora do Euro permite taxas de juro mais baixas? "Roça a ignorância"

Daniela Carrilho | há 4 semanas

João Cotrim Figueiredo (IL) considera que "é inacreditável" que João Oliveira não consiga explicar a questão relativamente à saída (ou não) do Euro, pedindo à CDU para assumir que "não quer estar na União Europeia".

"Argumentar que estar fora do Euro permite ter taxas de juro mais baixas roça a ignorância económica, que penso que não tenham", acusa Cotrim Figueiredo.

O candidato da IL defende que há países na UE "que se portaram economicamente bem", mesmo na sequência da guerra da Ucrânia e outros revezes que afetaram as economias.

"Portugal deve-se preparar para se libertar do Euro", defende CDU

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Começa agora o debate desta sexta-feira, incidindo logo sobre economia.

João Oliveira (CDU) começa por falar sobre a saída de Portugal do Euro. "Defendemos que Portugal se deve preparar para se libertar do Euro, não é só a moeda, é um conjunto de políticas", afirma, que o CDU defende "aumento de salários" e reformas em vários setores no país.

"O Euro não é uma fatalidade. Queremos que em Portugal se viva melhor e queremos andar para a frente, ultrapassar os obstáculos, e esta questão do Euro é um dos obstáculos", declara, falando num "prazo dilatado" para que isto possa acontecer.

Início de cobertura

Daniela Carrilho | há 4 semanas

Boa noite! Iniciamos aqui a cobertura AO MINUTO do terceiro debate televisivo entre os cabeças de lista do Bloco de Esquerda (AD), Iniciativa Liberal (IL), Livre (L) e Partido Comunista Português (PCP) a contar para as eleições europeias.

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