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BE. "Feminista que sempre soube a nobreza da luta que travava"

O Bloco de Esquerda recordou a poeta Ana Luísa Amaral, que morreu na sexta-feira.

BE. "Feminista que sempre soube a nobreza da luta que travava"
Notícias ao Minuto

17:28 - 06/08/22 por Notícias ao Minuto

Política Ana Luisa Amaral

Após a morte de Ana Luísa Amaral, na noite de sexta-feira, aos 66 anos, várias foram as homenagens à poeta a enaltecer o seu trabalho.

O presidente do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Filipe Soares, recordou, na rede social Twitter, a "poeta que sabia moldar as palavras para exprimir os nossos sentimentos".

Na sua publicação, o político frisou: "Feminista que sempre soube a nobreza da luta que travava", acrescentando: "Mulher que no tocou a todos como seu exemplo".

No seu site oficial, o BE deixou também uma nota onde faz referência ao percurso da escritora que editou mais de três dezenas de livros de poesia, teatro, ficção, infantis e ensaios e traduziu também obras de vários autores.

Ao disponibilizar uma biografia da poeta, o BE revela que Ana Luísa Amaral será homenageada na Feira do Livro do Porto de 2022, nos Jardins do Palácio de Cristal, entre 26 de agosto e 11 de setembro.

Já na página oficial da Presidência da República, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escreveu: "Escapando à homogeneidade um pouco fictícia das 'gerações', Ana Luísa Amaral não deixou de ser veementemente do seu tempo; diversificando os seus trabalhos, produziu uma incindível unidade".

Também o primeiro-ministro, António Costa, fez uma publicação na rede social Twitter onde pode ler-se: "Deixou-nos, demasiado cedo, Ana Luísa Amaral, uma das maiores vozes da poesia portuguesa contemporânea. Tradutora, professora de literatura e uma referência dos estudos feministas em Portugal, deixa uma extensa obra poética, onde concilia o trivial com uma elevada erudição. À sua família e amigos, expresso as minhas sinceras condolências".

O ministro da Cultura manifestou o "profundo pesar" pela morte da tradutora, descrevendo-a como "uma das vozes mais lúcidas e inteligentes da nossa literatura" e alguém que "servirá de inspiração e exemplo".

O percurso de Ana Luísa Amaral

Nascida em Lisboa, em abril de 1956, a escritora e professora universitária Ana Luísa Amaral, tradutora de romancistas e poetas, vivia em Leça da Palmeira desde os 9 anos e recebeu múltiplas distinções ao longo da carreira, estando, entre as mais recentes, o Prémio Vergílio Ferreira, da Universidade de Évora, o galardão espanhol Leteo, da Direção de Ação e Promoção Cultural de Leão, e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana, atribuído pelo Património Nacional de Espanha e a Universidade de Salamanca, que reconhece o contributo significativo de uma obra poética para o património cultural deste universo.

Doutorada em Literatura Norte-Americana pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi professora, Ana Luísa Amaral soma dezenas de títulos de poesia publicados, desde "Minha Senhora de Quê" (1990), além de já ter escrito teatro, ficção e vários livros para a infância.

O corpo de Ana Luísa Amaral estará em câmara ardente a partir das 17h00 deste sábado na Capela do Corpo Santo, em Leça da Palmeira. O funeral realiza-se no domingo, às 11h15, no Tanatório de Matosinhos.

Leia Também: Feira do Livro do Porto com homenagem a Ana Luísa Amaral

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