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PAN quer referenciar ordens de despejo em Lisboa para prevenir sem-abrigo

A candidata do PAN à presidência da Câmara de Lisboa, Manuela Gonzaga, defendeu hoje um levantamento imediato das pessoas ameaçadas de despejo na cidade, como forma de prevenir situações de sem-abrigo.

PAN quer referenciar ordens de despejo em Lisboa para prevenir sem-abrigo
Notícias ao Minuto

22:44 - 20/09/21 por Lusa

Política Autárquicas

"Proponho um gabinete de crise imediatamente para fazer o levantamento de todas as pessoas que estão com ordem de despejo, vamos atuar antes que saiam, antes que a ordem seja cumprida", disse Manuela Gonzaga, que justificou a proposta com a "crise sem precedentes" provocada pela pandemia de covid-19 e por, na questão dos sem-abrigo, a aposta dever ser, também, a prevenção.

"É o detetar, é o prevenir, o acompanhar e é o integrar. No fundo, são estes eixos", disse à Lusa a candidata nas autárquicas do próximo domingo, que hoje acompanhou, ao final do dia, uma equipa da associação CRESCER, que intervém junto de pessoas que dormem na rua, tentando referenciá-las, apoiá-las e encaminhá-las, num projeto em parceria com a câmara de Lisboa.

A meio da ronda de hoje, a equipa encontrou um rapaz na zona de Alcântara que foi identificado ao fim de vários minutos de conversa como sendo o filho de uma mulher que o procurava "há muito tempo" e que tinha deixado o contacto a estes elementos da CRESCER. Após um telefonema, em que mãe e filho falaram, levaram-no a casa.

"Assistimos a um pequeno grande milagre, mas há muitas tragédias aqui e é bom que as consigamos evitar o mais possível, e isso faz-se com a prevenção", disse Manuela Gonzaga.

A candidata do Pessoas-Animais-Natureza (PAN) considerou que, no âmbito das respostas a quem já está nas ruas, o caso bem sucedido de hoje "é um exemplo perfeito de quanto podem mudar as vidas por este acompanhamento, por esta proximidade" e insistiu no reforço do programa "Housing First", uma das questões que o PAN levou para as negociações do Orçamento do Estado com o Governo.

"O PAN quer implementar muito mais esta medida porque devolve a dignidade às pessoas, devolve-lhes a segurança que elas não sentem, que perdem a partir do momento em que estão na rua, e recupera-as. Há vidas que são recuperadas, pessoas que estão a começar a procurar de emprego, já estão a ficar integradas no mercado de trabalho", afirmou Manuela Gonzaga, que começou o dia de campanha de hoje com visitas a beneficiários deste programa.

O "Housing First" ("casa primeiro") destina-se à reinserção de sem-abrigo e inicia esse processo com o alojamento dos beneficiários numa casa, seguindo o princípio de que é a partir deste passo que as etapas seguintes, como a inserção no mercado de trabalho, se concretizam.

Para o PAN, os albergues ou outras soluções de acolhimento temporário ou partilhado são uma resposta "que desumaniza ainda mais" os sem-abrigo, "é como se já não tivessem direito a nada, nem sequer à sua privacidade", disse Manuela Gonzaga.

A candidata referiu a "enorme brutalidade" e "maldade a que estas pessoas estão sujeitas" nas ruas e disse que para as mulheres "é muitíssimo mais difícil".

No programa com que se apresenta a Lisboa, o PAN defende, por isso, que se devem "adequar todas as respostas às especificidades de mulheres e de homens, garantindo ainda os princípios da não discriminação, quer seja de orientação sexual, de género, etárias, étnico-culturais ou relativas a pessoas com deficiência".

O PAN quer ainda que as respostas de alojamento permitam a permanência de animais, lembrando a ligação que, com frequência, estas pessoas têm com cães, recusando apoio se tiverem de se separar deles.

Além de Manuela Gonzaga, concorrem à Câmara de Lisboa, atualmente governada pelo PS, Fernando Medina (PS/Livre), Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/PPM/MPT/Aliança), João Ferreira (CDU -- PCP/PEV), Beatriz Gomes Dias (BE), Bruno Horta Soares (IL), Tiago Matos Gomes (Volt Portugal), Nuno Graciano (Chega), João Patrocínio (Ergue-te), Bruno Fialho (PDR), Sofia Afonso Ferreira (Nós, Cidadãos!) e Ossanda Liber (movimento Somos Todos Lisboa).

Leia Também: Inês Sousa Real diz que "PRR não pode servir da bandeira eleitoral"

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