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Tiago Mayan adverte que destruição económica e social está no terreno

O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves foi hoje confrontado com o encerramento de 111 lojas na baixa de Lisboa devido à crise pandémica e advertiu que a "destruição económica e social" está a acontecer no terreno.

Tiago Mayan adverte que destruição económica e social está no terreno
Notícias ao Minuto

19:10 - 19/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Ao décimo dia de campanha, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) subiu a Norte e instalou-se na sua cidade natal, o Porto, onde irão decorrer várias iniciativas até sexta-feira.

Por causa da crise pandémica e do novo confinamento, Tiago Mayan passou parte das suas ações de campanha para o 'online' e esta tarde esteve à conversa com Vasco Mello, da Associação de Dinamização Baixa Pombalina.

Através de videoconferência, este responsável relatou um cenário de dificuldade para os comerciantes da baixa pombalina e revelou que, em consequência da pandemia e das medidas de confinamento, já fecharam 111 lojas, apontou ainda que as vendas desceram para os 20 a 30%, valor insuficiente para se manterem "à tona da água" e que, para além da restauração, também os setores do calçado e da moda estão a ser muito afetados.

As quebras estão relacionadas com a diminuição do turismo, mas também pelo teletrabalho que afastou muitos trabalhadores daquela zona da cidade.

Segundo Vasco Mello, esta crise atingiu muito os negócios mais recentes, que crescerem à volta do turismo.

O responsável apontou dificuldades com o pagamento das rendas, muito inflacionadas devido ao mercado antes da pandemia, referiu que as moratórias são "adiar um problema", que o resto dos apoios "têm vindo a conta gotas" e que as medidas anunciadas em dezembro, como o apoio ao arrendamento, "ainda não chegaram".

"As medidas são boas, têm é que entrar no terreno. O Estado fechador tem que ser indemnizador", frisou Vasco Mello.

Tiago Mayan disse, no final, não ter ficado surpreendido com o número de lojas que fecharam, "infelizmente", e referiu que a "falta de respostas do Governo que anuncia medidas, mas que não as faz chegar ao terreno, acabam por descapitalizar estas empresas e levar ao efetivo encerramento porque já não aguentam".

"Quando pensamos na pandemia não podemos pensar só num indicador, há evidentemente a questão do problema de saúde, mas está a acontecer muito mais por efeitos das medidas que estão a ser tomadas. A destruição económica e social está a acontecer no terreno", afirmou.

O candidato liberal advertiu ainda que a "respostas anunciadas pelo Governo, mesmo que parcas, mesmo sendo poucas, não estão sequer a chegar às pessoas".

"E ouvimos aqui que, por exemplo, medidas já anunciadas há um mês efetivamente ao apoio ao arrendamento ainda não chegaram ao terreno (...) E todo o conjunto de medidas que vão sendo anunciadas não estão a chegar", salientou.

Voltou, no entanto, a classificar as medidas anunciadas pelo Governo como "claramente insuficientes".

"Um Governo que decreta fechamento de atividades tem que assumir a total responsabilidade dessa decisão , reforçou Tiago Mayan.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina em 22 de janeiro. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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