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O arranque de legislatura atribulado dos partidos estreantes

Chega, Iniciativa Liberal e Livre elegeram pela primeira vez um deputado à Assembleia da República, mas tiveram um arranque atribulado da legislatura, com eleições para a liderança e perda de deputados, situação que afetou também o PAN.

O arranque de legislatura atribulado dos partidos estreantes

As eleições legislativas do ano passado, que se disputaram em 06 de outubro, levaram três estreantes ao parlamento. O Chega elegeu André Ventura (com 66 mil votos), a Iniciativa Liberal João Cotrim Figueiredo (com 65 mil votos) e o livre a deputada Joacine Katar Moreira (com 55 mil votos), todos eleitos pelo círculo de Lisboa.

Já o PAN aumentou a representação de um deputado único, para quatro, tendo conseguido constituir um grupo parlamentar, ao conseguir 174 mil votos.

Porém, a euforia em torno da eleição destes partidos durou pouco tempo e a polémica que marcou o arranque da primeira sessão legislativa começou logo em novembro, quando a direção do Livre censurou a deputada eleita por ter votado uma iniciativa "em contrassenso" com o programa e as posições do partido.

Este foi o início de um atribulado processo, que contou com acusações de parte a parte e que culminou com a retirada da confiança política a Joacine Katar Moreira no final de janeiro, que depois se constituiu como a primeira deputada não inscrita da XIV legislatura.

Antes, no final de outubro, nem um mês após as eleições, o então líder da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, deixou o cargo, alegando que a sua missão ficou cumprida no "dia histórico" em que a força política se estreou com uma intervenção no parlamento.

No dia 08 de dezembro, na III Convenção Nacional do partido, o deputado João Cotrim Figueiredo foi eleito presidente da Comissão Executiva da Iniciativa Liberal, uma candidatura única que recolheu 96% dos votos.

Também o Chega está, desde abril, com uma direção demissionária, situação que se manterá assim até ao início de setembro, para quando está marcada a eleição do novo presidente e uma convenção de onde sairá a próxima Direção Nacional do Chega.

O deputado, e ainda presidente, André Ventura demitiu-se da liderança do partido no início de abril, depois de ter sido alvo de críticas internas pela forma como votou a renovação do estado de emergência decretado devido à pandemia de covid-19.

Num vídeo divulgado na altura, o parlamentar alegou estar "farto" e "cansado" dos que "sistematicamente boicotam" a direção do partido.

Durante esta primeira sessão legislativa, André Ventura esteve envolto em várias polémicas, desde propor que a deputada Joacine Katar Moreira fosse "devolvida ao seu país de origem" até ter anunciado a apresentação de um plano específico de "abordagem e confinamento" para as comunidades ciganas, o que lhe valeu duras críticas do jogador de futebol Ricardo Quaresma.

O deputado do Chega não chegou a apresentar este plano, mesmo depois de ter garantido que não voltaria atrás.

Já o PAN, começou a legislatura com quatro deputados, mas terminou o ano parlamentar com apenas três, depois de Cristina Rodrigues, eleita por Setúbal, se ter juntado a Joacine Katar Moreira como deputada não inscrita.

Cristina Rodrigues foi uma das sete dirigentes que se desvincularam do partido. Um deles, e o primeiro a sair, foi Francisco Guerreiro, o eurodeputado eleito em maio do ano passado, o que fez o PAN perder a representação no Parlamento Europeu.

Além destes dois parlamentares, que integravam a Comissão Política Nacional do partido, saíram também três membros da Comissão Política Regional da Madeira (o que levou à dissolução daquele órgão) e duas dirigentes locais, sendo que o grupo parlamentar exonerou, de seguida, a chefe de gabinete e dois assessores.

Os dirigentes desvincularam-se do PAN em desacordo com a atuação da direção, tendo apontado duras críticas ao porta-voz, André Silva, que desvalorizou as saídas e classificou como dores de crescimento.

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