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Catarina "corrige o erro" mas responde a Relvas. "A acusação é a mesma"

Coordenadora do Bloco de Esquerda fez declaração no Twitter após o antigo ministro afirmar que Catarina Martins devia pedir desculpa.

Catarina "corrige o erro" mas responde a Relvas. "A acusação é a mesma"

Catarina Martins respondeu a Miguel Relvas que acusou, esta sexta-feira, a coordenadora do Bloco de Esquerda de ter mentido por o associar a empresas de Isabel dos Santos. O antigo ministro de Passos Coelho disse ainda "nunca ter trabalhado" com a empresária angolana e exigiu um pedido de desculpas. 

Posteriormente, Catarina Martins recorreu ao Twitter para esclarecer a questão. "Miguel Relvas foi administrador da Finertec, empresa dirigida por responsáveis da Fundação José Eduardo dos Santos e com acionista escondido off shore", começou por escrever a coordenadora do BE

"Não me custa corrigir o erro. A acusação é a mesma", acrescentou. 

De lembrar que Miguel Relvas, numa declaração escrita enviada à Lusa, afirmou que "a deputada Catarina Martins" devia "retratar-se publicamente e pedir desculpa pela mentira que hoje veiculou publicamente em relação a mim".

Miguel Relvas foi ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares do XIX Governo liderado por Pedro Passos Coelho entre 2011 e 2013, tendo-se depois afastado da política ativa e dedicado à vida empresarial.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou no domingo mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de Luanda Leaks, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

Isabel dos Santos disse estar a ser vítima de um ataque político e sustentou que as alegações feitas contra si são "completamente infundadas", prometendo recorrer à justiça.

Na quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República angolana anunciou que Isabel dos Santos foi constituída arguida num processo em que é acusada de má gestão e desvio de fundos da companhia petrolífera estatal Sonangol e que visa também portugueses alegadamente facilitadores dos negócios da filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

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