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Lobo d'Ávila não se compromete com recandidatura de Marcelo

O candidato à liderança do CDS Filipe Lobo d'Ávila defende que o partido deve deixar "todos os cenários em aberto" nas presidenciais, desde o apoio a uma recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa ou a outra personalidade da área.

Lobo d'Ávila não se compromete com recandidatura de Marcelo
Notícias ao Minuto

09:00 - 22/01/20 por Lusa

Política CDS

Em entrevista à Lusa, o candidato ao 28.º Congresso do CDS, dias 25 e 26 de janeiro, em Aveiro, distancia-se da posição da anterior líder do partido, Assunção Cristas, que, em 2019, a dois anos das presidenciais, admitiu um apoio dos centristas a Marcelo, se este decidisse voltar a concorrer.

O ex-deputado recordou que as presidenciais são eleições que "dependem de uma manifestação de vontade individual, não são partidárias" e que as candidaturas dependem da vontade de quem se apresenta, havendo até "informações muito diferentes quanto a essa intenção de haver uma candidatura ou não" por parte do atual Chefe do Estado.

"O CDS, relativamente às eleições presidenciais, deve ser prudente, deve esperar para perceber quem serão as pessoas que se apresentarão nesse processo eleitoral e decidir no momento em que a questão se colocar", disse, "envolvendo a participação dos órgãos internos do partido".

Para o candidato a líder e antigo secretário de Estado da Administração Interna, tem de haver "uma diferença relativamente ao passado", dado que "houve já intenções de apoio sem se ter sequer ouvido o partido", numa referência a afirmações feitas por Cristas.

"Portanto, eu não queria precipitar-me. O CDS deve manter os cenários todos em aberto, seja de apoiar uma recandidatura seja de não apoiar, ou seja mesmo de apoiar uma ou outra qualquer candidatura que possa surgir no seu espaço público em função de uma recandidatura [de Marcelo] ou não", acrescentou.

E recusou fazer futurismo, ao dizer: "Em política a realidade muda tão depressa em 24 horas que fazer futurismo a um prazo de x meses a margem de erro é brutal e, portanto, acho que não vale a pena entrarmos já nessa discussão."

O CDS apoiou a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa em 2016, tendo Lobo d'Ávila sido um dos representantes dos centristas na noite eleitoral em que o Presidente eleito fez o discurso de vitória junto à Faculdade de Direito, em Lisboa.

Os candidatos à liderança do CDS são Abel Matos Santos, João Almeida, Filipe Lobo d'Ávila, Francisco Rodrigues dos Santos e Carlos Meira.

O 28.º Congresso nacional, marcado para 25 e 26 de janeiro em Aveiro, vai eleger o sucessor de Assunção Cristas na liderança dos centristas, que decidiu deixar o cargo na sequência dos maus resultados nas legislativas de outubro de 2019 - 4,2% e cinco deputados.

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