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Montenegro avisa que 2.ª volta é "última oportunidade" para mudar

O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro avisou hoje que a segunda volta das diretas será "a última oportunidade" para quem quer mudar, dizendo que o atual presidente já assumiu que quer "deixar tudo na mesma".

Montenegro avisa que 2.ª volta é "última oportunidade" para mudar
Notícias ao Minuto

23:07 - 15/01/20 por Lusa

Política PSD

"Se são os mesmos e querem continuar a fazer tudo na mesma, de forma igual, o que é que podemos esperar como resultados? Os mesmos resultados, mas não estamos aqui para tornar a ter o pior resultado de sempre em eleições europeias e um dos piores de sempre em legislativas", afirmou, numa sessão com militantes em Oeiras (Lisboa).

Perante uma sala com capacidade de cerca de 200 lugares sentados e com pessoas em pé, o antigo líder parlamentar reiterou a sua visão de que a segunda volta será "uma nova eleição" e que ambos os candidatos "partem do zero", apesar de reiterar que "foram mais a votar pela mudança do que pela continuidade".

"Não há vencedores antecipados, nem do nosso lado, nem do outro lado, os dois candidatos partem do mesmo ponto de partida, têm de conquistar metade mais um dos votos expressos nas urnas", disse.

Ainda assim, Montenegro considerou que Rui Rio, presidente do partido e recandidato ao cargo, "já teve a oportunidade de testar a sua estratégia e posicionamento junto do eleitorado" e criticou que o atual líder tenha dito que, se perder as próximas legislativas, irá preparar em paralelo um sucessor.

"Nós nunca fomos uma dinastia, os líderes do PSD são escolhidos pelos militantes do PSD. É preciso ter uma noção muito errada daquela que é a nossa história", considerou.

Com alguns ex-apoiantes de Pinto Luz na sala - casos do autarca Carlos Carreiras, dos líderes das distritais de Lisboa e Setúbal, Ângelo Pereira e Bruno Vitorino, respetivamente, ou do vice-presidente da JSD Alexandre Poço -, Montenegro aproveitou para deixar um agradecimento especial a estes novos apoios e assegurou que, se vencer, fará também a unidade com quem está ao lado de Rui Rio.

O candidato fez ainda um apelo aos mais de oito mil militantes que, na primeira volta, tinham as quotas pagas e se abstiveram.

"Quero dizer-lhes participem, optem por aquela que seja na vossa visão a melhor opção, mas optem, o PSD precisa dessa força, uma opção esclarecida, mas uma opção participada", afirmou.

Rui Rio e Luís Montenegro disputam no próximo sábado a segunda volta das eleições diretas no PSD para escolher o próximo presidente. Na primeira volta, o atual presidente do PSD foi o candidato mais votado com 49,02% dos votos e o antigo líder parlamentar conseguiu 41,42%. O candidato Miguel Pinto Luz obteve 9,55%.

O antigo líder parlamentar social-democrata gastou boa parte do seu discurso de 35 minutos a falar para o país, defendendo que os portugueses "só olharão de forma diferente para o PSD" se o partido demonstrar "vontade de mudança e ambição".

"Não podemos estar capturados pelo 'socialistão' que temos hoje em Portugal (...). Não podemos estar à espera de um PS que hoje não quer nada connosco", declarou, dizendo ter a "honra" de ter estado ao lado dos que, no PSD, "puseram a 'troika' a andar", numa referência ao anterior primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Montenegro desvalorizou o debate ideológico sobre se o PSD deve "estar mais ao centro, mais à direita ou mais à esquerda", defendendo que o partido tem de ser "o porta-voz dos que não se reveem" na atual política e que considera serem a maioria dos portugueses.

Antes, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, referiu-se com ironia à polémica desta última semana de campanha entre os dois candidatos, que se acusam mutuamente de trocar apoios por lugares, prática negada por ambos.

"Eu estar aqui não significa que o dr. Luís Montenegro me tenha oferecido qualquer lugar", afirmou Carlos Carreiras, recebendo gargalhadas e aplausos da sala.

Na sua intervenção, Carreiras procurou marcar as diferenças entre os dois candidatos que vão disputar a segunda volta das eleições diretas.

"Nunca vi Luís Montenegro ou os seus apoiantes a participarem em sessões na Aula Magna com a extrema-esquerda (...), não vi Luís Montenegro a fazer campanhas por outros candidatos a concorrer contra o partido, não o vi em nenhuma ação contra o PSD, o mesmo não posso dizer de Rui Rio e dos seus próximos", disse, alertando que o PSD com o atual líder pode vir a tornar-se "completamente irrelevante".

"Se nem Roma pagou aos traidores, porque é que o PSD há de agora pagar aos traidores?", questionou.

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