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"Há a sensação de que o Governo verdadeiro é o que surgir em 2021"

Marques Mendes aponta a constituição do novo ("velho") Governo como o primeiro erro político de António Costa. O comentador desconfia do real poder da hierarquização definida e não tem dúvidas de que Mário Centeno é quem vai "continuar a mandar no Governo".

"Há a sensação de que o Governo verdadeiro é o que surgir em 2021"

Marques Mendes considerou como primeiro erro político de António Costa na legislatura que agora arranca a própria constituição do Governo. Na opinião do comentador, os aspetos negativos deste Executivo superam os positivos.

O social-democrata criticou o facto de este ser um elenco “velho”, com poucas caras novas. “Sabe muito a pouco, sobretudo num Governo que precisava de ser refrescado”, apontou.

Além disso, “tem ministros a mais”, o que significa, na opinião de Marques Mendes, que “perde em coesão e em eficácia”.

Outro dos pontos negativos realçados pelo comentador é o facto de se manterem os ministros mais desgastados, como é o caso de Marta Temido na Saúde, Tiago Brandão Rodrigues na Educação e Manuel Heitor no Ensino Superior.

Para Marques Mendes, este novo Governo que será empossado em breve “tem mais PS e menos sociedade civil” e tem “pastas duplicadas”, designadamente na coesão e planeamento com Ana Abrunhosa e Nelson Souza que vão tratar de fundos estruturais.

Na hierarquia estabelecida, o social-democrata entende que há uma “desconsideração" por Mário Centeno que, “fica atrás de Siza Vieira e de Mariana Vieira da Silva". “Não é bonito para quem o apresentou sempre como o grande trunfo do Governo”, sublinhou.

Apesar disso, o comentador está convencido de que é o ministro das Finanças quem verdadeiramente vai continuar a mandar no Governo.

“Como a hierarquia conta pouco, acho que verdadeiramente, pelo instinto de vingança que ele tem um bocadinho mas sobretudo pela natureza das coisas, quem vai continuar a mandar no Governo é Mário Centeno. Quem pensar o contrário, o melhor é tirar o cavalinho da chuva”, analisou.

Outra das conclusões que Marques Mendes retira da constituição deste Executivo é “a sensação de que não é o Governo verdadeiro”.

“Há a sensação de que este não é o governo verdadeiro, que o governo verdadeiro é aquele que há-de surgir daqui a dois anos, em 2021. Há a a sensação que este é um governo de transição, que é um remendo”, afirmou, defendendo  que António Costa "perdeu uma oportunidade" para formar um Governo novo e com energia. 

"Acho que António Costa teve uma vitória pífia nas eleições face às ambições de maioria absoluta. Precisava de compensar com um governo novo, com energia. Perdeu essa oportunidade", notou Marques Mendes, realçando ainda a circunstância de o PS não ter agora acordos no Parlamento. Para fazer face a isso, "precisava de ter um Governo de combate"

"Não há uma segunda oportunidade para criar uma boa impressão", conclui o social-democrata. 

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