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Eleições/Madeira: JPP rejeita "qualquer entendimento" com PSD

O Juntos Pelo Povo (JPP) quer "manter ou eleger mais deputados" nas eleições para o parlamento da Madeira, rejeitando "qualquer entendimento" com o PSD, que considera o principal adversário, disse hoje o cabeça de lista.

Eleições/Madeira: JPP rejeita "qualquer entendimento" com PSD
Notícias ao Minuto

16:43 - 12/08/19 por Lusa

Política Governo

"O JPP já se manifestou, publicamente, que o objetivo eleitoral é manter ou crescer" nas eleições regionais de 22 de setembro, declarou Élvio Sousa, depois de efetuada a entrega da lista de candidatos no Tribunal da Comarca da Madeira.

Sobre o cenário político que tem sido avançado do fim do ciclo das maiorias absolutas na região, o que acontece há 42 anos, fazendo do PSD o partido da governação, o candidato afirmou que "não há qualquer hipótese de entendimento" com os sociais democratas, força política que o JPP considera o seu principal "adversário político".

"Nós não nos manifestamos por ser de esquerda ou direita, nós movimentamo-nos por causas", realçou o candidato, complementando que esta posição não é uma indicação de que o JPP esteja disposto a dar "carta branca a qualquer outro partido".

Élvio Sousa realçou que o JPP está "cada vez mais distante dos centros de poder, nomeadamente dos partidos que já foram parte do arco da governação", complementando: "Nós não fazemos futurologia e estamos a definir" a posição a adotar num caso desses.

"Não sei se já perguntaram ao Partido Socialista com quem é que eles desejam entendimento, também posso fazer uma pergunta a esse respeito", ironizou.

Élvio Sousa destacou que se o JPP tiver "responsabilidades" no cenário político de perda de maioria na região vai adotar, "três metodologias: consultar os órgãos, consultar a população e depois agir em conformidade com aquilo que é a consciência do coletivo".

"A mensagem que desejamos passar é que este grupo constituiu-se uma novidade em 2015, mas as conjunturas variam, temos de estar de pedra e cal, independentemente das conjunturas e de vencedores antecipados", realçou.

O cabeça de lista vincou que "parece que existem pelo menos dois partidos que já venceram as eleições (PS e PSD) e isso não corresponde à verdade e é deliberadamente e propositadamente passado para o povo".

"Estamos feitos para fiscalizar e feitos para governar, como é o exemplo de Santa Cruz. Não temos pressa para onde vamos", sublinhou, citando um ditado africano que diz que "quem deseja ir muito rápido, vai sozinho, quem quer chegar longe, vai em grupo e devagar".

Élvio Sousa ainda salientou que o partido "não deixa de ser um grupo de alternativa, de possibilidade de independência, de isenção à partidarite atual".

"Quando falo em partidarite é que todos nós fazemos parte de grupos políticos, temos problemas para resolver, temos situações, fazemos parte de uma família e, naturalmente, a nossa missão é harmonizar e constituir-nos como um exemplo", enfatizou.

Ainda considerou que o JPP "atualmente é governo", porque detém uma Câmara Municipal [Santa Cruz, concelho contíguo ao Funchal]", que considera "exemplar pela matriz social que o partido representa".

"E vamos apenas tomar esse bom exemplo de Santa Cruz, de boa gestão da causa pública, de boa gestão social e de solidariedade e transpô-la para o Governo Regional", apontou.

Nas últimas eleições regionais, em 2015, o JPP foi a grande surpresa, porque elegeu cinco deputados na sua estreia, fruto dos 13.114 votos (10,28%) obtidos.

Os cinco primeiros candidatos da lista do JPP às eleições regionais de 22 de setembro são Élvio Sousa, Paulo Alves, Patrícia Spínola, Rafael Nunes e Bruna Berenguer.

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