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Bloco quer 5% do PIB usado para políticas contra abandono do território

O BE quer que 5% do Produto Interno Bruto (PIB) seja utilizado para "reconstruir os serviços públicos" e para investimento "nas condições de igualdade" para todo o país, mas alertou que para isso é preciso "ter coragem".

Bloco quer 5% do PIB usado para políticas contra abandono do território

Em Barcelos, num comício de verão, a líder do Bloco, Catarina Martins, fez um discurso virado para as políticas de combate ao abandono e desertificação de algumas áreas do país e de ânimo para que as pessoas acreditem que é possível fazer mais.

"É preciso ter a coragem de políticas públicas que contrariem o abandono e não é quem encerrou serviços públicos que vai trazer igualdade a este país. É a esquerda, é o BE e este é o nosso projeto para um país mais justo, mais igual", garantiu.

Para isso, a coordenadora nacional do Bloco deixou uma proposta concreta: "Bastava voltarmos aos níveis de investimento que existiam antes do início do euro ou da entrada da 'troika' - 5% do PIB - para podermos reconstruir os serviços que precisamos, dos transportes à saúde, da educação à justiça. É possível fazê-lo", considerou.

Catarina Martins, que assegurou que o BE "faz as contas" às medidas que propõe, traçou os números que "mostram o abandono" de partes do território: "Desde 2001, neste nosso século XXI, encerram no país 6.500 serviços públicos", disse.

"Quando vemos as pessoas abandonadas, os territórios abandonados, não foi por acaso. Foram mais de quatro mil escolas, 1.200 juntas [de freguesia], 400 estações e postos de correio, 250 centros de saúde, 150 repartições de finanças, tribunais. Os CTT, desde que foram privatizados, aceleraram o processo de encerramento e encerraram quase 90 postos e estações em dois anos", enumerou.

Para o BE, a culpa do abandono de territórios é também do Estado: "O Estado em vez de se comportar como a defesa do território, da democracia, do que tem sentido, pelo contrário, faz o facto consumado do abandono do território e tem vindo a fazer com que haja cada vez mais abandono do território", apontou.

Para o Bloco, "ao Estado não cabe constatar o que está mal e piorar".

A líder do bloco reforçou assim uma das bandeiras apresentadas para a campanha para as eleições de outubro: "É uma decisão tão simples como decidirmos que 5% que a riqueza que este país gera serve para investirmos nas condições de igualdade, de acesso igual de cidadania igual para todo o país, para toda a população", referiu.

Catarina Martins, admitiu, no entanto, que "é difícil" prosseguir uma "verdadeira" política de combate ao abandono do território.

"Talvez seja só uma daquelas coisas que nos querem fazer acreditar que é impossível, mas que, se tivermos a força, vamos fazer acontecer", garantiu.

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