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Pedrógão fez ou não mais vítimas? A dúvida que está em "segredo"

A oposição fez ultimato ao Governo, mas António Costa recusa divulgar lista de vítimas porque esta está em segredo de justiça. A dúvida persiste, afinal, quantos mortos provocou a tragédia em Pedrógão, 64 ou mais?

Pedrógão fez ou não mais vítimas? A dúvida que está em "segredo"
Notícias ao Minuto

09:18 - 25/07/17 por Inês André de Figueiredo

País Incêndios

A lista das pessoas que perderam a vida no incêndio trágico de Pedrógão Grande mantém-se em segredo de justiça, apesar de a notícia avançada pelo semanário Expresso, de que haverá mortes indiretas cujos números não foram divulgados, ter agitado a opinião pública sobre um caso que, já por si, ainda não estava resolvido.

Confrontado com esta dúvida, António Costa realçou que, no dia 14 de julho, “o Instituto Nacional de Medicina Legal foi notificado pelo Ministério Público de que o processo das vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande se encontrava em segredo de justiça”, o que impede a divulgação dos nomes das vítimas mortais. Já a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, rejeitou a ideia de que o Executivo tenha uma "lista secreta".

Neste sentido, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um comunicado reiterando que "foram identificadas, até ao momento, 64 vítimas mortais", mas que já "foi instaurado um outro inquérito com vista à investigação das circunstâncias que rodearam a morte de mais uma vítima no âmbito de um acidente de viação". A que, segundo o Expresso, seria a 65.ª vítima.

O PSD, por sua vez, deu 24 horas ao Executivo para divulgar a lista nominativa das pessoas que morreram na tragédia, solicitando ainda que sejam revelados os critérios que foram usados para a elaboração da mesma. A este 'ultimato', Costa respondeu com o segredo de justiça.

Também os municípios de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos pediram os nomes destas mesmas pessoas para tranquilizar os habitantes, o que não aconteceu com o autarca de Pedrógão Grande, frisando que os “boateiros” devem ser corridos.

A juntar a todas estas questões está ainda a dita lista divulgada, nas redes sociais, pela empresária Isabel Monteiro e que inclui mais de 70 vítimas. O seu objetivo assegura era que fossem "feitas as correções por excesso ou por defeito" e que um "memorial fosse erigido" em homenagem às vítimas.

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