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Sindicato espera que PSP acusado de agressão não tenha apanhado "doença"

Mulher alegadamente agredida foi constituída arguida. PSP confirma a abertura de um inquérito às alegadas agressões.

Sindicato espera que PSP acusado de agressão não tenha apanhado "doença"

O caso da mulher alegadamente agredida por um agente da Polícia de Segurança Pública (PSP) na Amadora, no passado domingo, continua a dar que falar.

As atenções centraram-se nas imagens, publicadas nas redes sociais, que mostram o rosto maltratado da mulher, nas reações às alegadas agressões e no primeiro interrogatório judicial, na sequência do qual a mulher foi constituída arguida e sujeita à medida de coação de termo de identidade e residência. Mas uma coisa escapou e começa, agora, a gerar polémica: a reação do Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública.

Foi ainda na segunda-feira, na sua página de Facebook, que o sindicato reagiu às acusações de violência contra a mulher, numa paragem de autocarro, alegadamente, em frente à filha de oito anos, na Amadora.

A primeira coisa que chama a atenção na publicação são as fotos que mostram ferimentos nos braços e mãos de alguém, cujo a identidade é protegida, mas que o sindicato garante ser o agente envolvido neste caso e que apresentou queixa contra a arguida.

Mas um olhar mais atento, concentra-se, posteriormente, no breve texto que o sindicato escreve: “As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves”.

Na mesma publicação, o sindicato critica ainda a defesa da “cidadã” que está a começar a ser “orquestrada pelo ódiomor de brancos”.

A arguida também já apresentou queixa contra o agente de autoridade em questão. Ainda na noite de segunda-feira, recorde-se, a PSP emitiu um comunicado em que confirma a "denúncia apresentada por uma cidadã contra um polícia, decorrente de uma intervenção policial ocorrida na Amadora, pelas 20h30 do dia 19 de janeiro" e onde recorda que um agente da polícia "foi abordado pelo motorista" de um autocarro que lhe pediu ajuda perante a "recusa de uma cidadã em proceder ao pagamento da utilização do transporte da sua filha, e também pelo facto de o ter ameaçado e injuriado".

Já na terça-feira, a PSP confirmou a abertura de um inquérito às alegadas agressões.

"Atuação desproporcional" da PSP

As reações a este caso não tardaram em chegar. O Livre questionou o Ministério da Administração Interna sobre a atuação policial contra uma mulher que "terá sido barbaramente agredida por agentes da PSP" e que foi detida no domingo na Amadora.

A única deputada do partido, Joacine Katar Moreira, exige saber "que medidas internas disciplinares estão a ser tomadas no sentido de, com a maior urgência, apurar os factos concretos relativos" a esta situação.

Já o Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a atuação policial sobre uma mulher, considerando que as "lesões apresentadas pela cidadã agredida indiciam uma atuação desproporcional e injustificada por parte dos agentes policiais".

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