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Protesto pacífico termina com ameaça de nova manifestação em 2020

O apelo de todos, sindicatos, Governo e Presidência da República, para que o "bom senso" prevalecesse na manifestação desta quina-feira, levou a melhor. O protesto, que arrancou atrasado do Marquês de Pombal, decorreu de forma pacífica, sem quaisquer incidentes a registar, e terminou junto à Assembleia da República com uma ameaça: sem soluções, no início de 2020, polícias voltarão à rua.

Cerca de 13 mil polícias, da PSP e GNR, participaram esta quinta-feira numa manifestação que parou por algumas horas o trânsito em algumas artérias do centro de Lisboa e que teve como ponto alto a participação do deputado único do Chega, André Ventura.

Apesar de ser um protesto apartidário, a verdade é que o deputado não só desceu a escadaria - tal como fez CDS e PAN - para cumprimentar os manifestantes, como ainda discursou, prometendo "continuar a lutar porque os polícias e as forças de segurança tenham as melhores condições possíveis". Foi, aliás, o único a fazer uma intervenção.

Um momento aplaudido por muitos, mas criticado por outros tantos, entre os quais a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR). César Nogueira discordou da postura do deputado, apesar de admitir um empolgamento devido à quantidade de pessoas envolvidas no processo.

"Percebo que o empolgar de alguns apoiantes do André Ventura que o levasse a fazer esse discurso, não o devia ter feito porque nós somos polícias, somos apartidários, muitos até não concordam com as ideologias do Chega e por isso não o deveria ter feito", disse o líder da APG/GNR.

Apesar deste momento, o protesto desta quinta-feira, 21 de novembro de 2019, foi um dos maiores de sempre de forças de segurança e terminou com a ameaça de uma nova concentração de protesto a 21 de janeiro caso o Governo não solucione as reivindicações da classe.

21h47 - Horas depois de terminado protesto dos polícias, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, destacou "o sindicalismo responsável" e a "elevada maturidade democrática" da manifestação que juntou hoje em Lisboa mais de 13 mil agentes da PSP e militares da GNR.

19h14 - O Presidente Marcelo espera agora respostas para estatuto das forças de segurança: "O importante verdadeiramente é que os problemas vão sendo resolvidos e que seja possível dar passos na base do diálogo para ir resolvendo problemas do estatuto, quer das forças de segurança, quer das Forças Armadas".

Questionado sobre a atitude do deputado André Ventura, o chefe de Estado recusou comentar, justificando: "Não vou comentar o conteúdo de manifestações nem a conduta de responsáveis partidários".

18h14 - Manifestação termina no Terreiro do Paço com momento solene, a propósito dos confrontos entre forças de segurança naquele local, há 30 anos quando elementos da PSP exigiam a constituição de sindicatos e foram repelidos pelos colegas do corpo de intervenção, num incidente que ficou conhecido como "secos e molhados"

18h03 - Movimento Zero 'mobiliza' manifestantes para o Terreiro do Paço, informação está a ser avançada pelas televisões que informam, porém, que esta deslocação também pode estar relacionada com o local onde estão os autocarros em que se deslocaram a Lisboa

17h30 - "Todos os grupos parlamentares sabem quais são os problemas da polícia e queremos o apoio de todos. Não temos que ser colados com a extrema-direita", justificou Paulo Rodrigues, da ASPP/PSP, comentando a reação dos manifestantes ao apoio de André Ventura

17h27 - Participantes começam a dispersar.

17h12 - Polícias ameaçam fazer nova manifestação no início do próximo anoO anúncio foi feito por megafone, em frente à Assembleia da República, onde mais de três mil polícias, militares da GNR e apoiantes se manifestaram para reivindicar direitos salariais e sociais que exigem ao Governo desde a anterior legislatura.

17h04 - "Nós só queremos Ventura no poder, Ventura no poder, Ventura no poder" entoam os manifestantes que convidaram o deputado do Chega a fazer uma intervenção, apesar desta manifestação, recorde-se, ser apartidária.

17h00 - Discursando aos manifestantes, André Ventura, disse que estes mostraram que "a polícia unida jamais será vencida". "Não queriam que aqui viesse, montaram uma barreira para impedir-nos de falar", afirmou, numa referência às barreiras de cimento que reforçaram as barreiras de ferro que costumam separar os manifestantes da escadaria do Parlamento.

Prometendo "continuar a lutar porque os polícias e as forças de segurança tenham as melhores condições possíveis", o deputado do Chega terminou a sua intervenção com gritos de "Viva a polícia, Viva Portugal".

Notícias ao MinutoAndré Ventura discursou com o sistema de som da organização e circulou entre os manifestantes, sendo aplaudido© Global Imagens

16h50 - Descida do deputado do Chega, André Ventura, junto dos manifestantes que o aplaudem e entoam "Zero, Zero, Zero". "O tempo do sindicalismo tradicional provavelmente acabou. As manifestações não têm de ser todas organizadas por sindicatos. Os polícias têm sido mal tratados".

16h45 - Manifestantes fazem um minuto de silêncio por GNR morto em serviço no passado fim de semana na A42 em Paços de Ferreira

16h36 - Inês Sousa Real, do PAN, foi a segunda parlamentar a descer a escadaria para falar com os manifestantes. "É importante que haja uma valorização destes profissionais que garantem a segurança das nossas populações. Não podíamos deixar de ouvir estes agentes"

16h32 - Manifestantes viram costas para a Assembleia da República e cantam o Hino Nacional.

16h27 - A bloquista Sandra Cunha considerou que "as razões que os elementos das forças de segurança têm para fazer uma manifestação são mais do que justas e o Bloco está solidário com as suas reivindicações laborais"

16h23 - O centrista Telmo Correia saiu da AR e desceu a escadaria para cumprimentar os manifestantes, dizendo-lhes que quer que um grupo de trabalho seja criado e que "vá às esquadras ver o que se lá passa, Nós somos políticos e só podemos tentar ajudar a resolver. As necessidades da polícia são muito reais e sérias"

16h08 - 'Cauda' da manifestação chega a São Bento cantando o Hino Nacional.

15h49 - A manifestação já chegou ao Parlamento. Barreiras de betão e um forte contingente policial protegem a escadaria da Assembleia. Um cordão humano foi formado junto às barreiras de proteção.

15h43 - Manifestantes estão a chegar a São Bento, precisamente seis anos depois da invasão das escadarias da Assembleia da República. Segundo a RTP3, o Movimento Zero tem uma "ação surpresa" preparada.

15h40 - À passagem pelo Largo do Rato, onde está a sede do PS, os polícias viraram costas ao edifício em forma de protesto contra o Governo socialista.

15h35 - Está a ser uma manifestação "muita participada, temos sentido muito apoio da população que batem palmas à nossa passagem. Só o Governo é que não quer resolver os nosso problemas", disse Paulo Rodrigues durante a manifestação, que está a chegar ao Largo do Rato.

15h28 - Forte dispositivo de segurança já está a postos na escadaria da Assembleia da República.

15h27 - O deputado do Chega mostra-se no Facebook preparado para a manifestação. "Dizem que não se deve fazer, que nunca aconteceu no Parlamento. Não faz mal, nós somos diferentes. Foi para isso que viemos. Hoje no Plenário da Assembleia da República será com a t-shirt do Movimento Zero".

15h26 - PSD não se juntará à manifestação mas diz estar disponível para ouvir as estruturais sindicais. "Entendemos que esse [a Assembleia da República] é o palco para os agentes de autoridade que se estão a manifestar, o palco para os decisores políticos é no interior do Parlamento para, de forma institucional, receber as instituições, ouvi-las e acolher ou não as suas pretensões", justificou o vice-presidente da bancada social-democrata, Carlos Peixoto

15h18 - Manifestação está a decorrer de forma tranquila, com os polícias a recusarem falar com a comunicação social e a entoarem "Cabrita escuta, a polícia está na rua".

15h10 - "Polícia, amigo, o idoso está contigo". À passagem pela Rua Braamcamp, um pequeno grupo de cinco idosos da Casa das Hortênsias, um lar de Lisboa, que estava sentado no passeio a aguardar a chegada da manifestação para mostrar apoio aos polícias. Em reação, os polícias aplaudiram.

14h55 - Governo está a analisar reivindicações das forças de segurança

14h50 - Quase uma hora e meia depois da hora marcada, a manifestação arrancou do Marquês de Pombal. Cerca de três mil polícias e militares da GNR concentraram-se para iniciar o cortejo com uma tarja branca onde se lê "exigimos respeito".

Também se via uma faixa verde, amarela e vermelha com a inscrição Movimento Zero, um movimento social inorgânico criado em maio deste ano por elementos da PSP e da GNR que, segundo a sua página no Facebook, luta pela "valorização, dignidade e respeito" das forças de segurança.

Notícias ao MinutoMovimento Zero está presente na manifestação© Global Imagens

A grande maioria dos elementos da GNR e da PSP que aderiram ao protesto vestem camisolas brancas do Movimento Zero e manifestavam-se apitando e mostrando vários cartazes com as suas reivindicações.

14h24 - Protesto está atrasado. Ainda não saiu do Marquês de Pombal. Em frente ao Parlamento encontrarão o corpo de Intervenção da PSP

14h20 - O presidente da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, comentou em declarações aos jornalistas, junto ao Marquês de Pombal, em Lisboa, que concorda com as grades de segurança antimotim e blocos de betão colocados em frente ao Parlamento. O sindicalista deixou até um desafio.

"Acho que não é necessário, mas como polícia percebo perfeitamente o sentido de lá estarem e até sugiro que deixem ficar porque nós vamos continuar com as ações de protestos enquanto o Governo não atender as nossas reivindicações".

14h10 - PCP está presente na manifestação. À RTP3, o deputado António Filipe afirmou que "não chega o Governo estar disponível para o diálogo é preciso que o diálogo tenha consequências". Deve haver uma resposta favorável a estas reivindicações e na Assembleia da República para isso contribuiremos. Tem havido pouca vontade política dos governos - o de coligação PSD/CDS até os salários cortaram - na última legislatura, o Executivo manifestou disponibilidade e até aprovou uma lei para investir em instalações e equipamentos, mas acabou por ficar no papel.

"Há décadas que as carreiras estão congeladas e as progressões não são suficientes para os colocar na mesma situação de antes de 2011. [Nas forças de segurança] há reivindicações e a resposta tem sido praticamente nula. [Exige-se uma] atitude mais recetiva do Governo às forças de segurança, que não tem olhado para este setor com a necessária atenção".

13h50 - Sete partidos são presença confirmada no protesto. PS e PSD não estarão presentes.

13h45 - Na praça do Marquês de Pombal, ponto de encontro para o desfile até à Assembleia da República, já se encontravam centenas de polícias e militares vindos do Porto, Braga, Viana, Vila Real, Viseu e Algarve, e largas centenas vestem as t-shirts brancas do Movimento Zero.

13h20 - Estão a chegar a Lisboa 700 elementos da PSP e GNR, que saíram do Porto, em 20 autocarros para participar no protesto

13h00 - Polícias concentram-se na praça Marquês de Pombal, em Lisboa.

Depois dos incidentes registados nas últimas manifestações de polícias, em particular em novembro de 2013 que acabou com uma invasão das escadarias da Assembleia da República e violentos desacatos nas ruas circundantes, todas as atenções estão centradas no protesto desta quinta-feira. Desde a tarde de ontem que as escadarias do Parlamento estão a ser ‘blindadas’ com grades e blocos de cimento e a PSP tem já preparados drones e equipas de pilotagem a postos na sala de comando.

Apesar de ter sido organizado pelas duas maiores estruturas sindicais da PSP e da GNR – a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) – o protesto desta tarde pode ter ‘convidados’ inesperados.

O Movimento Zero, criado por polícias sob anonimato, tem atraído apoiantes ligados à extrema-direita e conta já com mais de 53 mil seguidores na sua página no Facebook.

Apesar de o lema da manifestação ser 'tolerância zero' foram previamente tomadas medidas de segurança para evitar complicações. O protesto arrancará, como previsto, às 13h00 no Marquês de Pombal, em Lisboa, e rumará até à Assembleia da República, local onde está marcada uma concentração para as 16h00.

Da parte do Governo e Presidência da República, as palavras são de apelo ao respeito pelas "regras para exercício do direito de manifestação”. Mais, lembrou o chefe de Estado, nos últimos dias como “é público e notório, o Governo tem vindo a ter contactos com associações representativas sobre o estatuto das forças de segurança no futuro" – uma das reivindicações para o protesto desta quinta-feira.

Também da parte da ASPP/PSP e da APGD/GNR, o pedido "a todos os participantes" é que não exibam ou “façam apologia a ideologias políticas ou outras, que confundam os objetivos da manifestação” e que, tendo em conta que se trata de um protesto aberto “a todos os cidadãos”, prevaleça o "bom senso" e a "responsabilidade de todos" para que sejam evitadas "atitudes que coloquem em causa o trabalho dos polícias que estão de serviço, situações de alteração de ordem pública - que ponham em causa a segurança das pessoas ou que aproveitem esta iniciativa para fins que atropelem", e que "desacreditem ou comprometam os verdadeiros motivos ou a condição policial dos profissionais da PSP e da GNR”.

O que reclamam os polícias?

Entre as várias reivindicações que levam hoje os polícias e militares a sair à rua em protesto está a devolução do valor retirado desde 2011, nos suplementos, em tempo de férias, a aplicação do subsídio de risco conforme aprovação na AR, a atualização da tabela remuneratória, e a garantia de que o desconto para o SAD seja feito só nos 12 meses por ano.

Além disso, pretendem os polícias que seja aplicada a legislação da fiscalização da saúde e segurança no trabalho e considerar a profissão de polícia de desgaste rápido. Querem ainda o cumprimento do previsto no estatuto da PSP no que refere à pré-aposentação, com desvinculação dos polícias, se o desejarem, aos 55 anos de idade.

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