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Espeleólogos resgatados já falaram. "Estávamos precavidos"

Os quatro espeleólogos garantiram nunca ter ficado preocupados com a subida do nível da água. A única coisa que os preocupava era não terem como comunicar com as famílias.

Espeleólogos resgatados já falaram. "Estávamos precavidos"

Os quatro espeleólogos portugueses que estiveram retidos, desde sábado, numa gruta no norte de Espanha, foram resgatados, esta segunda-feira, em segurança.

Sem qualquer ferimento e descontraídos, os quatro portugueses falaram com a jornalista da RTP3 a quem disseram que mantiveram sempre a calma, pois como “experientes” que são estavam “precavidos” para qualquer eventualidade.

António começou por explicar que foi a subida do “nível freático da água” que os obrigou a ficarem retidos nas grutas de Cueto-Coventosa, pois a água “tapou” a saída.

No entanto, quando se aperceberam de que teriam de aguardar para conseguir sair do interior da gruta, o “primeiro pensamento foi a preocupação com as pessoas que estavam cá fora" e que não tinham notícias do grupo. De resto, garantiram, “era esperar que o nível freático baixasse o mais possível” para então poderem sair.

“Levamos as adversidades com alguma descontraçãoCom um registo sempre tranquilo e descontraído, Luís explicou que tinham na sua posse “alimentação, fonte de calor, mantas térmicas e boa disposição”. Aliás, esta última, sublinhou o espeleólogo, existe sempre: “Levamos as adversidades com alguma descontração”.

Questionado sobre se se recorda da primeira coisa que disse à equipa de resgate, Daniel não soube responder, mas garantiu que a “segunda há-de ter sido para oferecer um café”. Quanto à temperatura naquele local, Daniel explicou que a “gruta pode não ser muito fria, mas como tem bastante humidade a temperatura sente-se mais”.

“Mas somos experientes e estávamos precavidos para todas as possibilidades. Estava tudo tranquilo e controlado”, garantiu, revelando que a cada duas horas iam controlando o nível da água para saber quando poderiam sair da gruta.

Por fim, Carlos confessou que o grupo não estava à espera de ser resgatado. “Sabíamos onde estávamos. A nossa preocupação era esperar que o nível da água baixasse e depois continuarmos pela gruta normalmente”.

Os quatro portugueses, recorde-se, ficaram retidos no interior da gruta no último sábado. Ontem ao final do dia foram acionadas as equipas de resgate, no entanto, só esta tarde é que estas conseguiram alcançar os quatro espeleólogos que estavam equipados com todo o material necessário para ficarem dentro da gruta durante vários dias a dormir, se fosse necessário.

A operação de socorro integrou a equipa da ESOCAN, além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

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