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Reuniões da Câmara da Figueira da Foz voltam a ser públicas 6 anos depois

As reuniões quinzenais da Câmara Municipal da Figueira da Foz voltam todas a ser públicas, depois de nos últimos seis anos o executivo de maioria socialista ter decidido realizar uma sessão pública e outra privada, foi hoje anunciado.

Reuniões da Câmara da Figueira da Foz voltam a ser públicas 6 anos depois

Intervindo hoje na sessão ordinária da Câmara Municipal, Carlos Monteiro (PS), presidente desta autarquia do litoral do distrito de Coimbra, revelou que o executivo não tem "nenhum constrangimento" em voltar a abrir ao público todas as reuniões, desde que os vereadores da oposição concordem que o período antes da ordem do dia (que chega a demorar várias horas) não se estenda, sendo os assuntos fora da agenda ordinária divididos pelas duas reuniões.

Assim, segundo Carlos Monteiro, foi decidido "mudar a norma" e as reuniões passam a ser públicas, "fechando a primeira [do mês] sempre que seja necessário" e mantendo-se a segunda reunião quinzenal com período de intervenção do público, como até aqui.

A decisão, disse o autarca, foi tomada "a bem do serviço público e dos figueirenses", alegando que pode contribuir para aproximar os cidadãos das decisões políticas e contribuir para diminuir a abstenção.

Desde 2013 - altura em que o executivo então liderado por João Ataíde (PS) decidiu, pela primeira vez em 37 anos, passar a realizar uma reunião privada - que a norma era só abrir ao público a primeira reunião do mês quando os temas em questão o justificassem.

Hoje, o vereador do PSD e líder da concelhia local, Ricardo Silva, aplaudiu a decisão de Carlos Monteiro, mas notou que quando este tomou posse, há cerca de seis meses por renúncia de João Ataíde, uma proposta sua de voltar a abrir as reuniões foi chumbada pelo PS.

"O doutor Carlos Monteiro tem a capacidade de fazer melhor que o doutor Ataíde, mas com este comportamento está a ser uma cópia", argumentou, na altura, Ricardo Silva.

Também os restantes vereadores eleitos pelo PSD, Carlos Tenreiro e Miguel Babo, a quem o partido retirou a confiança política, sempre defenderam a realização de reuniões públicas.

Miguel Babo frisou que com a decisão hoje tomada "quebrou-se uma arrogância" e deu os parabéns "pela coragem política" ao presidente da Câmara, enquanto Carlos Tenreiro elogiou a medida, afirmando que a alteração "é positiva e vem repor a tradição democrática da Figueira da Foz".

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