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Aos 82 anos, Nazaré só quer uma casa. "Nem que não avie os medicamentos"

Nazaré tem uma ordem de despejo da casa onde mora há quase 40 anos. Para um lar não quer ir. Quer apenas que lhe dêem tempo para arranjar uma casa, juntando o ordenado do filho à sua "reformazinha", pode ser que dê. A Câmara está a acompanhar o caso.

Aos 82 anos, Nazaré só quer uma casa. "Nem que não avie os medicamentos"
Notícias ao Minuto

07:38 - 01/02/19 por Melissa Lopes 

País Habitação

Nazaré tem 82 anos e mora na rua Rodrigues Sampaio, perto do Marquês do Pombal, em Lisboa, há já quase 40 anos. Conta que foi para ali viver, juntamente com o marido e com o filho, para cuidar de uma tia. Há dois anos, a tia morreu. Como o contrato de arrendamento estava no nome da tia, Nazaré não teve direito a um contrato para si. 

Ao fim de seis meses, recorda à associação Stop Despejos, a senhoria meteu-lhe uma ação em tribunal acusando-a de lhe dever esses seis meses de renda. Renda essa que Nazaré garante ter depositado. Começou aí a luta judicial que "nunca mais parou”.

Nazaré, que se queixa de nunca terem sido feitas obras naquela casa, diz que se a reforma fosse maior, tinha arranjado outra casa assim que a tia morreu. “Bem procurei, só que a minha reforma e a do meu marido não dava”.

Depois da morte do marido, em março passado, Nazaré passou a contar com uma reforma de 475 euros, uma quantia que tem de repartir entre a renda da casa (202 euros) e os medicamentos de que precisa (cerca de 100 euros). O que sobra é para a alimentação, ainda que "pouco" coma, como diz. 

Nazaré bem queria arranjar solução e mudar de casa, mas a Lisboa dos nossos dias, com preços de casas exorbitantes, não o permite. E se a casa do filho tivesse condições, garante que já tinha ido para lá.

Com uma ordem de despejo marcada, Nazaré assegura: “Não quero ficar cá. Só quero que me deem tempo de arranjar uma casinha onde eu possa viver com o meu filho. Com ordenado dele e a minha reformazinha… ajudava a pagar. Eu já tenho dito, nem que não avie os medicamentos”. O despejo está iminente.

A Stop Despejos, que conta a história da Nazaré, refere que “vai fazer de tudo para que este despejo não seja consumado”.

Contactada pelo Notícias ao Minuto, fonte do gabinete da vereadora da habitação da autarquia garantiu q ue está a acompanhar o caso de perto, em articulação com a Assembleia e a Santa Casa da Misericórdia, na tentativa de encontrar uma solução temporária para a senhora Nazaré (que se recusa a ir para um lar) até que esta encontre uma casa para viver com o filho, já que é desejo seu voltar a reunir a família. Um verdadeiro desafio nos dias que correm. 

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