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"Percebo a resistência" mas "o que importa é proteger as pessoas"

Questionado sobre o alegado excesso de força utilizado pelas autoridades para retirar as pessoas nas suas habitações, durante os fogos em Monchique, Jorge Botelho disse que este não é o momento ideal para verificar a veracidade destas acusações, mas sim de salvaguardar a vida de todos.

"Percebo a resistência" mas "o que importa é proteger as pessoas"
Notícias ao Minuto

14:08 - 09/08/18 por Natacha Nunes Costa 

País Incêndio Monchique

A atuação das forças de segurança que têm como missão retirar as pessoas das suas habitações durante os incêndios no Algarve está a gerar revolta. Além dos testemunhos de cidadãos, no final do dia de quarta-feira, também José Chaparro, vereador da Câmara Municipal de Monchique acusou as autoridades de abuso da força.

Uma questão que acabou por ser esclarecida, esta quinta-feira, pelo presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) durante o balanço da Proteção Civil de Faro.

Para Jorge Botelho, o que importa neste momento é proteger as pessoas e não averiguar se há excesso de força para retirá-las das habitações.

O princípio é retirar as pessoas para sua própria segurança. Se há uma ou outra situação que deve ser criticada, e nós também podemos criticá-la, é algo que se deve ver depois. Neste momento há um fim justificado que é proteger as pessoas e isso é o mais importante”, defendeu.

O presidente da AMAL disse ainda que têm sido feitos diversos apelos para as pessoas colaborarem com as autoridades mas que nem todos aceitam as ordens dadas.

Também vejo as imagens na televisão, também vejo os dramas com que as populações têm sido confrontadas, percebo, ou tento perceber, as tentativas de resistência. Mas no fim, o que importa é que, na avaliação que se fizer deste incêndio, vamos verificar que protegemos as pessoas e isso é o mais importante”, reiterou Jorge Botelho.

Chamas em Monchique já queimaram mais de 23 mil hectares

O incêndio que deflagrou na passada sexta-feira em Monchique já destruiu 23.478 hectares, mais de metade da área ardida na região em 2003, segundo o Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

De acordo com os dados europeus, no incêndio que começou em Perna da Negra (Monchique) tinham ardido até esta manhã 23.478 hectares, mais de metade dos 41 mil que o fogo destruiu na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

O fogo de Monchique (Algarve) já destruiu quatro vezes mais do que a área ardida este ano até 15 de julho (5.327 hectares).

O maior incêndio em termos de área ardida que este ano se tinha verificado até à semana passada em território nacional era o da Guarda, onde em fevereiro arderam 86 hectares.

Segundo informações divulgadas hoje pela Proteção Civil, o perímetro do incêndio de Monchique já ultrapassa os 100 quilómetros. A Proteção Civil atualizou também o número de feridos em 36, mantendo-se apenas um grave.

Hoje de manhã estavam deslocadas 299 pessoas, distribuídas por centros de apoio em Portimão, na vila de Monchique, em Marmelete (no mesmo concelho), Silves e São Bartolomeu de Messines.

Os "pontos quentes" deste incêndio eram hoje ao início da manhã a Fóia (concelho de Monchique) e a zona entre São Marcos da Serra, São Bartolomeu de Messines e Silves (concelho de Silves).

No ano passado, as chamas destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto aos maiores incêndios em termos de área ardida no ano passado, no topo da lista aparece o que teve origem no dia 15 de outubro, em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que destruiu 43.191 hectares.

Os incêndios do ano passado fizeram mais de uma centena de vítimas mortais, milhares de hectares de floresta destruída e milhões de euros de prejuízos.

Pelas 10h30, segundo o 'site' da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), combatiam as chamas em Monchique 1.445 operacionais, apoiados por 464 viaturas e nove meios aéreos.

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