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Sequestro num supermercado em França faz vários mortos. Português ferido

Suspeito, que disse pertencer ao Daesh, barricou-se num supermercado e fez vários reféns. Antes, baleara um polícia. Há quatro mortos confirmados, e mais de uma dezena de feridos, alguns em estado grave, nomeadamente um português. O terrorista foi abatido pelas autoridades, integrando o total de vítimas mortais. O Estado Islâmico já reivindicou o ataque.

Sequestro num supermercado em França faz vários mortos. Português ferido
Notícias ao Minuto

11:02 - 23/03/18 por Notícias Ao Minuto  

Mundo Terrorismo

Um homem sequestrou esta sexta-feira várias pessoas num supermercado de Trèbes, perto de Carcassonne, no sudoeste de França, no que já se confirmou ser mais um ataque terrorista com palco em solo europeu.

Há quatro mortos confirmados, além de mais de uma dezena de feridos, alguns graves, sendo que uma das vítimas é portuguesa. Segundo o que o Notícias ao Minuto conseguiu apurar, tratar-se-á de um jovem de 27 anos, natural de Coimbra, cujo nome será Renato Silva.

Ao final da tarde, o Governo confirmava a morte de um português neste ataque. No entanto, mais tarde o secretário de Estado das Comunidades viria a desmentir a informação que antes avançara: o português está, afinal, entre os feridos graves resultantes do atentado e não entre as vítimas mortais, justificando a imprecisão à luz de um engano das autoridades francesas.

O jovem português conduzia um veículo que foi intercetado pelo suspeito e foi baleado na cabeça. O outro ocupante da viatura em que seguia o português não resistiu aos ferimentos.

O terrorista foi abatido pelas autoridades francesas, informação esta que é oficial. O Estado Islâmico já reivindicou o ataque.

Na sequência do sequestro, vários edifícios da cidade foram evacuados e os turistas desaconselhados ou mesmo impedidos de sair dos hotéis. Em causa estava a suspeita de existir um cúmplice deste ataque.

Foi, entretanto, feita uma detenção, estando uma pessoa próxima do terrorista sob custódia das autoridades, segundo adiantou o procurador de Paris.

O suspeito, Redouane Lakdim, de 26 anos, que, sublinhe-se, afirmou agir em nome do grupo jihadista Estado Islâmico, entrou no supermercado cerca das 11h00 (10h00 em Lisboa) e foram ouvidos tiros, de acordo com fonte judicial citada pela agência France Presse. 

Uma testemunha afirmou que o atirador terá gritado 'Allahu Akbar' ao entrar no supermercado.

O homem barricou-se no local depois de se pôr em fuga, já após ter roubado o carro e ferido o polícia, que voltava de uma corrida com três colegas, tendo disparado pelo menos cinco tiros antes de fugir. O polícia está em estado considerado estável.

A imprensa local afirma que o sequestrador seria um marroquino, com cerca de 30 anos, e que teria consigo uma ou mais granadas. Alegadamente, exigiria a libertação de Salah Abdeslam, autor dos atentados de Paris

Foi criado um perímetro de segurança em torno do local, sendo que o ministério do Interior francês aconselhou a população a evitar a zona e a manter-se atenta.

A mãe e a irmã do suspeito chegaram a marcar presença nas imediações do supermercado, bem como alguns amigos.

O primeiro-ministro francês desde logo considerou o incidente como uma "situação preocupante" e, em declarações aos jornalistas, informou que se iria dirigir para o local. Edouard Philippe já dizia, então, que tudo indicava estarmos perante "um ato terrorista".

Também o presidente Emmanuel Macron já se pronunciou, tendo endereçado o seu voto de confiança máximo às forças da autoridade.

Mais tarde, o chefe de Estado gaulês confirmaria a morte do suspeito, falando ainda em 16 feridos e três mortos, soma que se cifra em quatro se contabilizarmos o óbito do terrorista. "Estamos a pagar há vários anos o preço do sangue", fez sobressair Macron.

De acordo com o Le Parisien, no decorrer do sequestro cerca de 20 pessoas conseguiram fugir, tendo ficado refugiadas numa garagem ao lado do estabelecimento.

Uma testemunha relatou o momento em que o suspeito se barricou no local, contando que nunca o chegou a ver, tendo-se abrigado atrás da porta de um frigorífico.

Um outro refém contou como saiu do supermercado assim que começou a ouvir os tiros. Disse que também não chegou a ver a cara do atirador e relatou ainda como soube que o seu chefe tinha morrido.

De destacar ainda a história do herói deste atentado, que se ofereceu voluntariamente para assumir o lugar de uma mulher que estava a ser mantida como refém no supermercado. É um dos feridos graves.

[Última atualização às 22h45]

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