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ONU quer mobilizar outros doadores face a eventuais cortes dos EUA

O secretário-geral da ONU afirmou hoje que uma das metas daquela organização será mobilizar outros doadores internacionais, nomeadamente na Europa e nos países árabes do Golfo, em resposta aos possíveis cortes de financiamento por parte dos Estados Unidos.

ONU quer mobilizar outros doadores face a eventuais cortes dos EUA

Campo de refugiados de Zaatari, Jordânia, 28 mar - O secretário-geral da ONU afirmou hoje que uma das metas daquela organização será mobilizar outros doadores internacionais, nomeadamente na Europa e nos países árabes do Golfo, em resposta aos possíveis cortes de financiamento por parte dos Estados Unidos.

António Guterres falava durante uma visita ao campo de refugiados de Zaatari, no norte da Jordânia, que acolhe atualmente cerca de 80 mil refugiados sírios.

"Vamos mobilizar todos os outros atores na Europa, no Golfo, em muitas outras partes do mundo, para aumentar a solidariedade com os refugiados sírios e com todos os outros" que precisam de ajuda humanitária, afirmou o representante, quando questionado sobre como as Nações Unidas vão reagir a uma eventual redução das contribuições dos Estados Unidos, o maior doador da organização.

Numa época em que as necessidades globais aumentam "este não é o momento para reduzir a solidariedade", acrescentou Guterres, reforçando: "Este é o momento para aumentar a solidariedade".

Uma redução das contribuições dos Estados Unidos às Nações Unidas consta no plano orçamental para 2018 da administração do Presidente Donald Trump. Por exemplo, e de acordo com a proposta orçamental, Washington não participará com "mais do que 25% dos custos das operações de manutenção de paz".

Atualmente, os Estados Unidos são o maior contribuinte financeiro da ONU, suportando 22% do orçamento global da organização e mais de 28% do orçamento das 16 missões de manutenção de paz.

O secretário-geral das Nações Unidas está na Jordânia para participar na quarta-feira na cimeira da Liga Árabe, onde irá reunir-se com os chefes de Estado e de Governo participantes e com o secretário-geral daquela organização, o egípcio Ahmed Aboul Gheit.

A partir do campo de refugiados de Zaatari, Guterres apelou às nações árabes para deixarem as diferenças de lado e ajudarem a acabar com o conflito civil que atinge a Síria desde março de 2011.

As divisões árabes "permitem que outros intervenham ou manipulem situações, criando instabilidade, promovendo conflitos", disse o representante, salientando que tal cenário facilita "a vida das organizações terroristas".

Os 22 Estados-membros que integram a Liga Árabe suspenderam a Síria daquela organização em 2011, alguns meses depois do início da guerra civil.

Alguns dos membros mais influentes desta organização de estados árabes fundada em 1945, como a Arábia Saudita e o Egito, discordam sobre o papel do atual Presidente sírio, Bashar al-Assad, num futuro processo de transição política.

Estados Unidos, Turquia, Rússia e Irão tornaram-se protagonistas do conflito sírio, que nos últimos seis anos fez milhões de deslocados, incluindo cinco milhões de pessoas que fugiram para os países vizinhos, como é o caso da Jordânia.

Em Zaatari, Guterres, antigo alto comissário da ONU para os Refugiados, afirmou que cada vez mais as portas estão a fechar-se para as pessoas que fogem dos conflitos armados.

"Este é o momento para dizer que se o mundo falhar no apoio aos refugiados, o mundo estará só a ajudar aqueles, como o Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico] ou a Al-Qaida, que usam esses argumentos para conseguir recrutar mais pessoas e para colocar em risco a nossa segurança global", concluiu António Guterres, que assumiu o cargo de secretário-geral da ONU em janeiro último.

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