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Governo palestiniano acusa Israel de "massacre atroz" em Gaza

O Governo palestiniano acusou hoje Israel do "massacre atroz" de civis que aguardavam a entrega de alimentos no norte da Faixa de Gaza, que segundo as autoridades locais fez 100 mortos e 700 feridos.

Governo palestiniano acusa Israel de "massacre atroz" em Gaza
Notícias ao Minuto

15:51 - 29/02/24 por Lusa

Mundo Israel/Palestina

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros palestiniano registou "dezenas de mártires e centenas de feridos" devido a "tiroteios deliberados" dos militares israelitas.

"Isto é parte integrante da guerra genocida do governo de ocupação contra o nosso povo", segundo a mesma fonte, que afirmou ter ficado "demonstrado que Israel não ouve os apelos internacionais para proteger os civis e, na verdade, faz o oposto".

"Este massacre é uma nova prova do genocídio e das políticas de ocupação para deslocar a população à força, bem como uma nova prova para a comunidade internacional e para os países que apoiam Israel de que não há alternativa a um cessar-fogo imediato, a única forma para proteger os civis", lê-se na nota.

Por seu lado, a Presidência da Autoridade Palestiniana destacou que "o assassinato deste grande número de civis em busca de alimento é parte integrante da guerra genocida levada a cabo pelo governo de ocupação contra o povo palestiniano".

A Presidência exigiu ainda que as autoridades israelitas sejam responsabilizadas perante os tribunais internacionais por estes "crimes horríveis", sublinhando que "as autoridades de ocupação israelitas têm total responsabilidade" pelo que aconteceu, segundo a agência de notícias palestiniana WAFA.

Foi ainda criticado o silêncio da comunidade internacional, que encoraja Israel a continuar a "derramar sangue palestiniano", tornando necessária uma intervenção internacional "rápida" para "deter a agressão".

Horas antes, as autoridades de Gaza indicaram que o "horrível massacre" na Cidade de Gaza, que causou mais de 100 mortos e 750 feridos, ocorreu "no contexto do genocídio e da limpeza étnica contra a população da Faixa de Gaza". "A ocupação teve a intenção premeditada de cometer este horrível massacre", acrescentaram.

Após o ocorrido, o Exército israelita indicou que "durante uma entrega de ajuda humanitária com camiões no norte da Faixa de Gaza, ocorreu um incidente violento por residentes de Gaza que saquearam o equipamento à chegada". "Durante o incidente, dezenas de moradores de Gaza ficaram feridos após serem espezinhados", acrescentou a mesma fonte, que garantiu que "os detalhes do evento estão a ser revistos".

A guerra em curso entre Israel e o Hamas foi desencadeada por um ataque sem precedentes do grupo islamita palestiniano em solo israelita, em 07 de outubro, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Em represália, Israel lançou uma ofensiva no território palestiniano que já causou mais de 30 mil mortos, de acordo o Hamas, catalogado pela UE e os Estados Unidos como organização terrorista, que controla o território desde 2007.

Com o avançar do conflito na Faixa de Gaza, o Hamas sustenta que mais de 700 mil pessoas estão a sofrer de fome no norte do enclave.

Leia Também: Exército disparou contra multidão que esperava ajuda humanitária em Gaza

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