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UE e outros 5 países juntam-se a grupo de 'Amigos do Oceano e do Clima'

A União Europeia e outros cinco países juntaram-se ao grupo de 'Amigos do Oceano e do Clima', do qual Portugal já fazia parte, que quer a inclusão do oceano no centro da discussão sobre as alterações climáticas.

UE e outros 5 países juntam-se a grupo de 'Amigos do Oceano e do Clima'
Notícias ao Minuto

07:35 - 10/12/23 por Lusa

Mundo COP28

O anúncio foi feito na noite de sábado, depois de um jantar informal de alto nível, coorganizado por Portugal, Alemanha, Canada, Fiji e quatro organizações, incluindo Fundação das Nações Unidas e a Fundação Oceano Azul, à margem da 28.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28).

Além da União Europeia, passaram também a integrar o grupo o México, Gana, Palau e Coreia do Sul.

"O oceano deve ser incluído na decisão do 'Global Stocktake' (principal mecanismo através do qual são avaliados os progressos no âmbito do Acordo de Paris) na COP28", defendeu o comissário europeu para o Ambiente, Oceanos e Pescas, Virginijus Sinkevicius, citado em comunicado, sublinhando que "uma ação ambiciosa em direção à neutralidade carbónica é decisiva para preservar a função natural de carbono azul".

Foi também esse o mote do jantar dos "Amigos do Oceano e do Clima, realizado no sábado no Dubai, à margem da COP28, que juntou no mesmo espaço ministros dos vários países que integram o grupo e membros de organizações não-governamentais.

O objetivo dos países é colocar a agenda do oceano no centro da discussão nas cimeiras do clima e, no caso da COP28, onde está a ser feito o primeiro balanço global do Acordo de Paris, adotado em 2015, apelar à inclusão de medidas concretas relacionadas com os oceanos nas contribuições determinadas a nível nacional.

"Devemos fazer mais em termos de galvanizar a agenda do oceano", defendeu o ministro português do Ambiente e da Ação Climática, num discurso no início do jantar, sublinhando que as alterações climáticas, a crise da biodiversidade e a poluição andam de mãos dadas e essa relação deve ser reconhecida e refletida nos resultados da cimeira.

"O 'Global Sotcktake vai identificar falhas do Acordo de Paris e dar recomendações", acrescentou, entendendo que essa é uma oportunidade para introduzir soluções baseadas na natureza e, sobretudo, no oceano.

A COP28 começou em 30 de novembro e está a decorrer até dia 12 no Dubai. Um dos principais destaques da cimeira é a realização do primeiro balanço global do Acordo de Paris, que, em 2015, impôs como objetivos a redução das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera e a limitação do aumento das temperaturas mundiais além de 2ºC acima dos valores da época pré-industrial, e de preferência que não aumentem além de 1,5 ºC.

Leia Também: É "fundamental" que a COP28 corrija "pecado original do Acordo de Paris"

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