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PALOP precisa de "instrumentos mais ajustados"

O Presidente de Cabo Verde e da associação de Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) apontou hoje a necessidade de "instrumentos mais ajustados ao novo cenário internacional" para que a organização responda aos desafios atuais.

PALOP precisa de "instrumentos mais ajustados"
Notícias ao Minuto

12:53 - 30/06/14 por Lusa

Mundo Jorge Carlos Fonseca

Jorge Carlos Fonseca discursava hoje na cerimónia de abertura da cimeira que reúne os Chefes de Estado e de Governos dos cinco países que constituem a organização PALOP, para a assinatura da Declaração Constitutiva do Fórum PALOP (FORPALOP), que se realiza em Luanda.

Segundo o Presidente cabo-verdiano, este encontro vai por isso conferir "mais vigor, sentido útil e alcance operacional" à organização dos PALOP, constituída há cerca de 40 anos mas que já não "responde completamente" aos "desafios da atualidade".

O Chefe de Estado de Cabo Verde recordou que as relações entre os Estados membros dos PALOP estão "cimentadas por valias de natureza política, cultural, geográfica, linguística, histórica e identitária", que têm conhecido "impulsos e registo de avanços que encorajam a prosseguir na linha do reforço e consolidação desse espaço comum".

A transformação da organização num Fórum PALOP é para Jorge Carlos Fonseca crucial para consultas políticas, de concertação e formação de posições comuns de interesse para os Estados Membros, devendo ser "recortadas" as áreas económica, financeira e empresarial.

"Para um Fórum PALOP mais robusto, coeso e eficaz, será necessário que os seus integrantes se revejam e se realizem nas suas dimensões estratégicas e programáticas", referiu o Presidente cabo-verdiano e presidente em exercício da organização PALOP.

"Efetivamente, urge mobilizar e consolidar vontades, para se chegar à vontade comum. E, para tanto, o Fórum PALOP terá por missão prioritária a sensibilização num quadro de garantia de utilidade, eficácia e ganhos, sejam eles materiais ou intangíveis", acrescentou.

Para a consolidação e afirmação deste novo órgão, Carlos Jorge Fonseca indicou a manutenção e reforço da concertação político-diplomática regular por ocasião das grandes conferências da ONU, União Africana e Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A promoção da dinamização da cooperação económica, financeira e empresarial entre os PALOP, o incentivo da troca de experiências e promoção de cooperação entre os diferentes setores do Estado, privados e da sociedade civil, bem como a organização de um Festival Cultural PALOP são propostas também apresentadas pelo Chefe de Estado cabo-verdiano.

Por sua vez, o anfitrião da cimeira, o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, apontou a redução do fosso que os separa dos países desenvolvidos entre os diversos desafios que os PALOP ainda enfrentam.

"Quanto mais próximos e unidos estivermos, trocando ideias e experiências, mais facilmente conseguiremos encontrar respostas adequadas para a realização desses objetivos", referiu José Eduardo dos Santos.

Para o Presidente angolano, a institucionalização do Fórum dos PALOP permitirá aos Estados Membros uma melhor afirmação e promoção dos seus interesses no contexto das organizações internacionais, regionais e sub-regionais em que se inserem.

Constituem a organização PALOP Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe.

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