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MP russo pede pena de nove anos de prisão para opositor do regime

O Ministério Público russo exigiu hoje que o tribunal condene a nove anos de prisão o opositor do regime Ilya Iachine, detido por ter criticado a ofensiva militar na Ucrânia, afirmaram os seus defensores.

MP russo pede pena de nove anos de prisão para opositor do regime
Notícias ao Minuto

15:37 - 05/12/22 por Lusa

Mundo Rússia

"O Ministério Público pediu nove anos de privação de liberdade", disse a equipa de Iachine, numa mensagem publicada nas redes sociais.

O ativista, de 39 anos, está detido desde junho, acusado de ter "difundido informações falsas" sobre a atuação do exército russo na Ucrânia com "incitação ao ódio", crime punível com 10 anos de prisão.

Iachine é acusado de ter denunciado, durante uma intervenção transmitida ao vivo no YouTube, o "assassinato de civis" na cidade ucraniana de Bucha, perto de Kiev, onde o exército russo foi acusado de violentos abusos depois de terem sido encontrados, em abril, dezenas de civis mortos, muitos dos quais espalhados na rua ou em valas comuns com as mãos atadas nas costas.

A sua detenção não o impediu de continuar a criticar duramente as autoridades e a intervenção militar na Ucrânia.

No início de novembro, o ativista acusou os juízes russos de serem "servidores do poder" e de darem ao Presidente russo, Vladimir Putin, uma "sensação de impunidade".

Iachine está a ser processado com base em artigos do código penal russo introduzidos logo após o início da guerra na Ucrânia, que punem aqueles que "desacreditam o exército" ou "publicam informações falsas" sobre a ofensiva militar.

Esses textos são tão vagos e a sua abrangência é tão ampla que os críticos da presidência russa (Kremlin) os consideram como um "saco sem fundo" para perseguir todas as vozes críticas.

Ativista desde o início dos anos 2000, Iachine era próximo do opositor Boris Nemtsov, assassinado em 2015, mas também do ativista anticorrupção Alexeï Navalny, preso desde o princípio de 2021, após sobreviver a um envenenamento que atribui ao Kremlin.

Leia Também: Energia? Comércio entre China e Rússia tem como base o "respeito mútuo"

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