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Segurança sem precedentes na "ilha dos deuses" para receber líderes

A Indonésia vai acolher a cimeira do G20, o grupo das maiores economias mundiais, na terça-feira, em Bali, com um destacamento de segurança sem precedentes naquela que é conhecida como "ilha dos deuses", propensa a desastres.

Segurança sem precedentes na "ilha dos deuses" para receber líderes
Notícias ao Minuto

17:54 - 13/11/22 por Lusa

Mundo G20

Dezassete chefes de Estado e de governo devem discutir soluções para uma série de crises globais na ilha hindu do país que tem a maior população muçulmana do mundo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, não estará na cimeira e será representado pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, tal como o Brasil e o México.

Bali prepara-se há meses para acolher as 20 delegações nacionais, bem como outros altos funcionários da ONU, para garantir condições de segurança 20 anos após um ataque terrorista que matou mais de 200 pessoas na ilha.

"Inspecionei todos os detalhes (...). Verificámos tudo e quero anunciar que estamos prontos para receber os nossos convidados para o G20", disse esta semana o Presidente indonésio, Joko Widodo.

Para o único país do Sudeste Asiático do G20, a chegada de milhares de participantes é também um estímulo para um setor turístico afetado por dois anos da pandemia de covid-19.

Segue-se uma lista das principais preocupações e medidas de segurança, com base em informação recolhida pela agência francesa AFP:

Militares aos milhares

A operação de segurança "Puri Agung" planeia destacar 18.000 militares e polícias na área de Nusa Dua, no sul da ilha.

Os chefes de Estado e de governo estarão reunidos em 20 hotéis, incluindo o Apurva Kempinsky, que acolherá a cimeira, num perímetro colocado sob proteção militar, enquanto a polícia é responsável pela segurança no exterior.  

Doze embarcações navais, 13 helicópteros e quatro caças - F16s e Sukhoi - um avião de reconhecimento Boeing, bem como dois aviões de carga Hercules, incluindo um para evacuações médicas, foram destacados para o local.

As autoridades instalaram tecnologia de reconhecimento facial, mais de 1.700 câmaras de vigilância e centenas de câmaras para peões transportadas por agentes da polícia.

Os indonésios coordenaram com oficiais de segurança chineses e norte-americanos, entre outros, e afirmaram estar a cooperar em matéria de inteligência com as delegações.

Anel de Fogo do Pacífico

A ilha de Bali está localizada no Anel de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectónicas, com um elevado risco de terramotos e erupções vulcânicas.

O arquipélago indonésio tem cerca de 130 vulcões, três dos quais estão localizados na ilha de Bali.

O país sofre regularmente desastres naturais, um dos piores dos quais foi o tsunami em 2014, por um terramoto submarino ao largo da ilha de Sumatra que matou mais de 170.000 pessoas só na Indonésia.

Cerca de 1.500 membros das forças de segurança serão especificamente afetados a potenciais evacuações no caso de uma catástrofe natural.

A polícia forneceu uma gama de veículos e helicópteros para evacuar os líderes em caso de inundações ou terramotos.

Papagaios de papel proibidos

As autoridades reprimiram algumas tentativas de protesto, como uma operação de bicicleta do Greenpeace a ser encerrada e vários estrangeiros a serem presos.

As autoridades balinesas também restringiram a mobilidade na ilha com uma suspensão das cerimónias religiosas e tradicionais durante a cimeira, enquanto muitos residentes foram ordenados a trabalhar e estudar em casa.

A companhia nacional de eletricidade proibiu mesmo os residentes de exibirem os tradicionais papagaios de papel durante o evento, temendo que possam cair nas linhas elétricas e causar apagões.

Leia Também: G20 com encontro inédito entre China e EUA e ausência de Putin

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