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  • 02 DEZEMBRO 2022
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Venezuela acusa Ocidente de provocar Rússia

A Venezuela condenou, em Nova Iorque, as "provocações militares" e as "sanções económicas" internacionais contra Moscovo, na sequência da invasão da Ucrânia, e apoiou a proposta do México de criar uma comissão facilitadora do diálogo.

Venezuela acusa Ocidente de provocar Rússia

Esta posição foi apresentada, no sábado, pelo ministro de Relações Exteriores venezuelano, Carlos Faría, que leu uma "carta aberta à humanidade" do Presidente, Nicolás Maduro, durante a 77.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

"Condenamos todas as provocações militares e sanções económicas, de ingerência, contra a Rússia, assim como a campanha de ódio desencadeada em detrimento do povo eslavo, por considerar que estas ações, longe de contribuírem para a paz, atiçam o fogo da guerra", disse.

No texto, Maduro indicou que a Venezuela "subscreve a proposta do Presidente [do México] Andrés Manuel López Obrador, que defendeu a criação de uma comissão internacional para facilitar o diálogo soberano entre a Rússia e a Ucrânia".

"Estamos à ordem para facilitar as suas condições", disse Carlos Faría.

Na mesma missiva, o chefe de Estado venezuelano afirmou que "a humanidade não sobreviverá a uma guerra mundial" e por isso "não convém a ninguém uma escalada bélica em qualquer parte do mundo".

O mundo "está a viver uma mudança de época pós-imperial" e "tem que aceitar o surgimento incontestável de novas potências e novas lideranças como a China, a Rússia, a Índia, o Irão e a Turquia, e tem de se abrir à possibilidade de fazer parte de um mundo multipolar, pluricêntrico e livre de hegemonia", considerou Maduro.

"Há uma necessidade urgente de uma mudança ética nas velhas potências a favor da construção de um novo mundo comum, sem colonizadores ou colonizadores, onde as soluções dos nossos povos sejam trabalhadas em conjunto", adiantou.

Na carta, Nicolás Maduro pede o fim das sanções contra Cuba, Irão e Rússia, bem como justiça para os povos sarauí e palestiniano, e a restituição dos direitos dos argentinos sobre as Malvinas.

Por outro lado, o governante sublinhou que a Venezuela é vítima de "uma campanha global perniciosa para desacreditar e estigmatizar o povo, as instituições republicanas e a revolução democrática" e para "criar as condições para asfixiar política e economicamente" o país.

Sobre a Venezuela "pesam 913 sanções ilegais" que impedem que o povo venda o que produz ou compre o que necessita, denunciou.

"A estigmatização também serviu de álibi para a Europa e os Estados Unidos realizarem a pilhagem mais flagrante jamais cometida contra o nosso património e bens no estrangeiro", disse o ministro, numa referência às reservas de ouro retidas no Reino Unido aos fundos venezuelanos bloqueados ilegalmente em bancos estrangeiros.

Nicolás Maduro pediu que sejam apresentadas contas sobre os milionários recursos destinados a apoiar os venezuelanos que emigraram e alertou para um "ressurgimento da xenofobia" e de preconceitos em relação aos pobres, do "discurso do ódio e dos crimes de ódio, e da intolerância em geral" contra migrantes oriundos da Venezuela.

O Presidente venezuelano insistiu que a Venezuela, como potência petrolífera e de gás, está em condições de contribuir para enfrentar grandes ameaças como a "emergência energética", que afeta o sistema de preços e abastecimento e tem impacto tanto nos "países mais pobres como nos mais ricos".

"Mas, além desta posição histórica, de garantir o equilíbrio energético exigido pela comunidade internacional como produtor insubstituível, estamos preocupados com o impacto dos diferentes conflitos mundiais na segurança alimentar. A Venezuela tem 30 milhões de hectares de terra arável e estamos convencidos de que um regresso à agricultura sustentável pode ajudar a superar a fome e a pobreza no mundo", acrescentou.

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