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Um pedaço do Pártenon grego vai ser devolvido 'para sempre' por Itália

O fragmento tinha sido emprestado pelo Museu Arqueológico Antonio Salinas em Palermo ao Museu da Acrópole em janeiro e agora pode ficar para sempre em Atenas.

Um pedaço do Pártenon grego vai ser devolvido 'para sempre' por Itália

Um fragmento de mármore do templo do Pártenon, em Atenas, na Grécia, vai ser devolvido permanentemente à cidade a partir de um museu em Itália. Este é um momento muito significativo para a cultura grega, que tem intensificado nos últimos anos a campanha internacional pela devolução das esculturas do seu monumento mais famoso.

Este fragmento, com o nome 'Fagan', é, segundo a agência Reuters, um pedaço de mármore de 35 por 31 centímetros que mostra o pé da antiga deusa grega Artemis sentada, e faz parte do friso oriental do templo atualmente exposto no Museu da Acrópole, em Atenas.

Este pedaço do monumento estava incluído na coleção do cônsul geral britânico do século XIX na ilha da Sicília, Robert Fagan, um diplomata e arqueólogo. Mais tarde, em 1820, foi comprado pela Universidade Real de Palermo à viúva do cônsul.

O fragmento tinha sido emprestado pelo Museu Arqueológico Antonio Salinas em Palermo ao Museu da Acrópole em janeiro, pelo período de quatro anos, com opção de renovação por mais quatro anos.

Porém, segundo o Ministério da Cultura grego, citado pela agência internacional, "o chamado fragmento Fagan... pode ficar na Grécia para sempre". Acrescentam, ainda, que "a Sicília abre caminho para o retorno à Grécia dos mármores do Pártenon". 

A aprovação final do Ministério da Cultura de Itália é esperada em breve, anunciam também.

Notícias ao Minuto Pártenon, na Acrópole em Atenas© Getty  

A concretização desta medida é muito importante para Atenas, que tem um processo judicial aberto com o Museu Britânico, em Londres, devido às esculturas de 2.500 anos que Lord Elgin removeu do templo da Acrópole no início do século XIX, quando a Grécia estava sob o domínio otomano.

O Museu Britânico, que guarda também mármores que incluem cerca de metade do friso de 160 metros que adornava o Pártenon, descartou a possibilidade de devolvê-los, dizendo que "as esculturas fazem parte do património compartilhado de todos e transcendem as fronteiras culturais".

A Grécia intensificou a sua campanha para o retorno deste património nos últimos anos, depois de abrir o Museu da Acrópole, em 2009, que espera um dia abrigá-lo.

Em março, a agência para o património cultural das Nações Unidas, a UNESCO, propôs que a Grécia e o Reino Unido realizassem negociações para chegar a um acordo sobre esta questão.

E esta sexta-feira, a ministra da Cultura da Grécia, Lina Mendoni, elogiou a recomendação da UNESCO, referindo que o país está pronto para um diálogo honesto com o Reino Unido de boa fé, "levando em consideração as dimensões histórica, cultural, legal e moral da questão".

Leia Também: Kyiv renomeia monumento soviético 'Arco da Liberdade do Povo Ucraniano'

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