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Juiz copta preside a Tribunal Constitucional pela primeira vez no Egito

Um juiz copta prestou hoje juramento como presidente do Tribunal Constitucional do Egito, uma estreia para um cristão no país de maioria muçulmana, indicou a Presidência da República.

Juiz copta preside a Tribunal Constitucional pela primeira vez no Egito
Notícias ao Minuto

19:13 - 09/02/22 por Lusa

Mundo Egito

A nomeação "histórica" do juiz Bulos Fahmy, de 65 anos, é "um passo de gigante inédito" no Egito, considerou a líder do Conselho Governamental dos Direitos Humanos, Muchira Khattab, um país em que os cristãos, que representam 10% da população, se consideram há muito marginalizados.

Em termos de antiguidade, o juiz Fahmy está em quarto lugar no Tribunal Constitucional. Durante décadas, isso teria sido um obstáculo, porque as nomeações se faziam unicamente tendo como critério o número de anos de carreira na magistratura.

Mas desde a sua chegada ao poder, em 2013, o Presidente Abdel Fattah al-Sissi, introduziu alterações: a sua aprovação deixou de ser uma simples formalidade, ele tem agora o poder de escolher os presidentes das mais altas instâncias judiciais.

A existência dos coptas -- a maior minoria religiosa do Médio Oriente, com entre 10 e 15 milhões de crentes entre 102 milhões de egípcios -- remonta aos primórdios do cristianismo, à época em que o Egito era parte dos impérios romano e, depois, bizantino.

As palavras "copta" e "egípcio" têm, além disso, a mesma raiz em grego antigo.

Os coptas, que se consideram mantidos à margem de muitos cargos na justiça, nas universidades e na polícia, lamentam também uma legislação muito restritiva para a construção de igrejas e muito mais liberal para a de mesquitas.

O tema é sensível e o ativista copta dos direitos humanos Patrick Zaki já passou 22 meses na prisão por "difusão de falsas informações", por causa de um artigo na imprensa em que denunciava violações dos direitos dos cristãos no Egito.

Os coptas foram alvo das represálias de radicais islâmicos nomeadamente após a deposição pelo exército, em 2013, do Presidente islâmico Mohamed Morsi, com igrejas, escolas e habitações incendiadas.

Sissi é o primeiro Presidente do Egito a assistir todos os anos à missa de Natal copta, ao passo que os seus antecessores se limitavam a enviar representantes.

Leia Também: China quer partilhar ideias e alinhamento estratégico com o Egito

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