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Rússia "condena veementemente" novas sanções contra a Bielorrússia

A Rússia "condenou veementemente" as novas sanções ocidentais anunciadas esta semana contra a Bielorrússia, um país seu protegido que a Europa acusa de ter causado um afluxo de migrantes para suas fronteiras orientais.

Rússia "condena veementemente" novas sanções contra a Bielorrússia

"Condenamos veementemente as novas medidas restritivas adotadas contra a Bielorrússia", que são "ilegítimas", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, num comunicado divulgado hoje.

Estas sanções são "desumanas, devido ao impacto negativo que terão sobre os comuns cidadãos da Bielorrússia", acrescentou.

Na quinta-feira, os EUA, a União Europeia e o Canadá anunciaram sanções económicas contra o regime do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, entre as quais o congelamento dos ativos das entidades e indivíduos ligados ao poder.

Bruxelas acusa Minsk de ter orquestrado o afluxo, para as fronteiras da Polónia, Lituânia e Letónia, de milhares de migrantes, como retaliação por sanções previamente impostas pelos países ocidentais para punir a repressão brutal de um movimento de protesto contra o regime de Lukashenko, em 2020.

A crise intensificou-se no mês passado, com o aumento dos fluxos de migrantes, principalmente provenientes de países do Oriente Médio, como o Iraque.

Varsóvia acusou as autoridades bielorrussas de ter trazido esses migrantes para sua fronteira e de os ter instigado a forçar a cerca de arame farpado, por vezes fornecendo-lhes as ferramentas para o fazerem.

Minsk rejeitou estas acusações e culpou Varsóvia por repelir violentamente os migrantes que conseguiram cruzar a fronteira.

No auge da crise, cerca de 2.000 migrantes passaram vários dias num acampamento improvisado na fronteira, sob temperaturas gélidas.

De acordo com os media da Polónia, pelo menos 12 migrantes morreram na área de fronteira desde o verão.

A situação parece, no entanto, ter acalmado há cerca de duas semanas, após vários intercâmbios entre autoridades europeias e Minsk. O acampamento improvisado foi desmontado e várias centenas de migrantes deixaram a Bielorrússia.

O aeroporto de Minsk anunciou no sábado que um novo avião de repatriamento voou da Bielorrússia para o Iraque com mais de 400 passageiros, o que eleva para mais de 2.700 o número de iraquianos que retornaram ao seu país desde meados de novembro.

Leia Também: Rússia teve o mês mais letal da pandemia em outubro com 74.893 mortos

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