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Líbia: Rejeitada candidatura presidencial de Khalifa Haftar

Um tribunal de Zawiya, no oeste da Líbia, determinou a exclusão da candidatura do homem forte da fação que controla o leste do país, o marechal Khalifa Haftar, às eleições presidenciais de 24 de dezembro, segundo a imprensa local.

Líbia: Rejeitada candidatura presidencial de Khalifa Haftar
Notícias ao Minuto

23:42 - 30/11/21 por Lusa

Mundo Líbia

A informação foi adiantada pelo jornal 'online' local The Libyan Observer e, a confirmar-se, esta rejeição junta-se às de Seif al-Islam Kadhafi, filho do ex-ditador Muammar Kadhafi, e do chefe do governo interino, Abdelhamid Dbeibah.

Ambos os candidatos apresentaram recursos contra a exclusão das suas candidaturas, noticia a agência EFE.

Seif al-Islam Kadhafi viu a sua candidatura rejeitada devido às acusações de crimes contra a humanidade que terá cometido durante a repressão à revolta que levou à queda do regime do seu pai, Muammar Kadhafi, em 2011.

Já Abdelhamid Dbeibah teve a candidatura rejeitada por não ter renunciado com três meses de antecedência ao cargo que exerce, conforme é exigido pela lei eleitoral, que tem levantado polémica.

O filho do antigo ditador Kadhafi acusou ainda as milícias associadas ao marechal Khalifa Haftar no sul do país de "obstruírem à força" o processo eleitoral, ao cercarem o tribunal na cidade de Sebha para impedirem os juízes de decidirem o seu recurso.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostraram indivíduos armados, apresentados como pertencentes às forças de Khalifa Haftar, o homem forte do leste do país, a bloquear o acesso ao tribunal de recurso da cidade semidesértica, cerca de 650 quilómetros a sul de Tripoli. 

A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (MANUL) tem manifestado a sua preocupação com os últimos acontecimentos em torno das eleições, que entraram na semana decisiva para saber se irão decorrer na data fixada, tal como desejam os Estados Unidos e Estados-membros da União Europeia, ou adiada conforme é defendido entre vários centros de poder na Líbia, em particular aqueles próximos da Turquia.

O surpreendente anúncio de demissão do emissário especial da ONU para a Líbia, o eslovaco Jan Kubis, em 23 de novembro, faz com que especialistas considerem "uma questão de dias" o adiamento das eleições.

Além das eleições presidenciais, as primeiras desde a independência da Líbia em 1951, também estão marcadas legislativas para a mesma data, para as quais existem já mais de 1.300 candidatos.

Leia Também: Líbia: Rejeitada candidatura presidencial de filho do ex-ditador Kadhafi

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