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ONG alerta para "terríveis condições" em campo de refugiados

A organização não-governamental (ONG) Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou hoje para as "terríveis condições" e "enormes riscos de saúde" de pelo menos 152 mil pessoas deslocadas internas no campo de acolhimento em Bentiu, norte do Sudão do Sul.

ONG alerta para "terríveis condições" em campo de refugiados

Segundo um comunicado de imprensa, os 152 mil deslocados internos "enfrentam surtos de doenças infecciosas e transmitidas pela água, e uma crescente insegurança alimentar e desnutrição, devido a intensas cheias, das mais graves em décadas na região".

Para fazer face ao "drama humanitário", os MSF sublinham ser "imperioso um reforço urgente da resposta humanitária em Bentiu por parte de ONG, das Nações Unidas, do Ministério da Saúde e do Governo do Sudão do Sul, com acrescida assistência alimentar e nutricional, serviços de água e de saneamento, abrigos e serviços de saúde".

O hospital dos MSF em Bentiu está atualmente a funcionar acima da sua capacidade e a maioria dos doentes são crianças com menos de 05 anos que sofrem de malária, infeções respiratórias e desnutrição.

As crianças apresentam "níveis de grave desnutrição aguda duas vezes acima do limite definido pela Organização Mundial de Saúde", tendo número de crianças admitidas no hospital MSF com desnutrição grave "mais do que duplicado desde o início das cheias".

O aumento de casos de malária leva a que cerca de 60% das clínicas móveis da MSF estão totalmente concentradas na assistência a estes pacientes com malária, com alguns deles a registarem um aumento de doenças diarreicas, que a ONG associa às "precárias condições de água e saneamento".

"A resposta humanitária perigosamente lenta e inadequada está a colocar vidas em risco", disse Will Turner, responsável das operações de emergência dos MSF em Bentiu.

Will Turner salientou que os MSF alertaram ao longo dos últimos anos para as "condições terríveis" em Bentiu, "mas outras organizações e agências responsáveis pelos serviços de água e saneamento no campo não aumentaram ou ajustaram suficientemente suas atividades".

Os MSF começaram a trabalhar em Bentiu, capital do Estado de Al-Wahda, perto da fronteira com o Sudão, em 2000, oferecendo cuidados médicos a refugiados internos que fugiram da violência e dos combates que antecederam à separação e independência, em 2011, do Sudão.

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