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Alemanha: Candidata dos Verdes destaca "melhor resultado da história"

A co-líder dos Verdes alemães e candidata a chanceler, Annalena Baerbock, enalteceu hoje o desempenho do partido nas eleições legislativas realizadas este domingo, constatando que se tratou do "melhor resultado da história" daquela força política.

Alemanha: Candidata dos Verdes destaca "melhor resultado da história"

Annalena Baerbock falava aos seus apoiantes na capital alemã, Berlim, momentos depois da divulgação dos primeiros dados relativos à votação.

Os Verdes, que se perfilam como uma peça-chave nas futuras conversações para uma coligação governamental na Alemanha, chegaram a estar à frente nas sondagens de intenções de voto em maio e em junho.

No escrutínio de hoje, os primeiros dados apontam que a força política conseguirá uma votação na ordem dos 14,6%, o que representa uma melhoria significativa em relação à sua anterior pontuação mais alta, 10,7% em 2009.

"Concorremos pela primeira vez para moldar este país como uma força líder", declarou Annalena Baerbock, citada pelos 'media' internacionais.

"Queríamos mais [...], mas o partido cometeu um erro. Eu cometi erros", prosseguiu a representante, frisando ainda que a Alemanha "precisa de um governo para o clima".

E concluiu: "É por isso que continuaremos a lutar agora, com todos vós".

As eleições federais alemãs hoje realizadas vão escolher a futura composição do Bundestag (câmara baixa do parlamento federal da Alemanha), após 16 anos de governação da chanceler Angela Merkel.

O chanceler é escolhido por votação indireta, isto é, os nomes indicados pelos partidos servem apenas para dizer que, caso vençam, aquele será o escolhido.

Nos principais partidos, Olaf Scholz é o candidato pelo SPD. Armin Laschet, ministro-presidente do Estado da Renânia do Norte-Vestefália, é o candidato da CDU. Os Verdes escolheram um nome pela primeira vez, a co-líder Annalena Baerbock.

De acordo com os resultados conhecidos até ao momento, nenhum partido irá conseguir uma maioria para formar imediatamente governo, sendo necessária uma coligação governamental.

Vários cenários de coligação possíveis têm sido avançados nas últimas semanas.

As negociações não têm prazo limite para terminar, sendo, até lá, nomeado um governo de gestão. Vários analistas acreditam que Angela Merkel ainda deverá fazer o habitual discurso de Natal na Alemanha.

Em 2017, foram precisos cinco meses para que a Alemanha formasse uma coligação e que o novo executivo tomasse posse para iniciar o seu mandato.

Cerca de 60,4 milhões de eleitores alemães foram hoje chamados a votar, menos que nas eleições de 2017.

Leia Também: Alemanha: Scholz fala de "grande sucesso" e apresenta-se como chanceler

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