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Hong Kong: Centenas protestam contra acusações a ativistas pró-democracia

Centenas de manifestantes protestaram hoje contra a acusação de 47 ex-legisladores e ativistas pró-democracia por "subversão", no dia em que estes comparecem no tribunal de Kowloon ocidental, em Hong Kong.

Hong Kong: Centenas protestam contra acusações a ativistas pró-democracia
Notícias ao Minuto

09:07 - 01/03/21 por Lusa

Mundo protesto

Os manifestantes gritaram "Libertem os presos políticos" e "De pé por Hong Kong", com alguns a fazerem a saudação com três dedos, símbolo de resistência em vários países asiáticos.

Um conselheiro local, Kwan Chun-sang, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) que passou a noite na rua, em frente ao tribunal, para garantir um lugar na sala de audiência.

"Quero mostrar o meu apoio aos militantes pró-democracia", disse.

"Viemos porque é uma forma de dizer a este regime autoritário que não cederemos", disse outra manifestante, citada pela televisão RTHK, de Hong Kong.

"Não vamos acobardar-nos por prenderem a nossa gente, usando uma lei que não existia quando tudo isto aconteceu", acrescentou.

Os 47 ativistas são acusados de conspirar com o intuito de subverter a lei da segurança nacional, imposta por Pequim no final de junho de 2020, por participarem em primárias eleitorais não oficiais para as legislativas do território, nesse mesmo mês.

Os ex-legisladores e ativistas já tinham sido presos em janeiro, mas tinham sido entretanto libertados.

Os réus incluem 39 homens e oito mulheres com idades entre 23 e 64 anos, segundo a polícia.

Representantes consulares de vários países europeus, da União Europeia e dos Estados Unidos também estiveram na fila para tentar entrar na sala de audiências.

Segundo a RTHK, os lugares estão no entanto reservados aos acusados, advogados e familiares dos réus.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, condenou hoje "a detenção e as acusações contra os candidatos (...) às eleições em Hong Kong", numa mensagem na rede social Twitter, apelando à sua "libertação imediata".

"A participação política e a liberdade de expressão não deveriam ser crime", acrescentou.

Hong Kong viveu em 2019 a pior crise política desde a transferência da soberania do Reino Unido para a China em 1997, com sete meses de protestos, durante os quais milhares de pessoas saíram à rua para exigir reformas democráticas na antiga colónia britânica.

Em resposta, a China impôs, em 30 de junho de 2020, uma lei da segurança nacional ao território, punindo atividades subversivas, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras com penas que podem ir até à prisão perpétua.

Segundo dados da Amnistia Internacional, até ao momento, mais de 10 mil pessoas foram detidas em Hong Kong por envolvimento nas manifestações de 2019 e mais de duas mil foram acusadas judicialmente por suposta relação com "distúrbios, participação em reuniões ilegais e posse de armas".

Leia Também: Polícia de Hong Kong detém 47 ativistas pró-democracia por conspiração

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