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ONU exige entendimento político na Somália sobre a realização de eleições

A Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu na segunda-feira aos líderes políticos da Somália a realização de eleições, que estão atrasadas por desacordo entre o governo central e algumas regiões, o que está a aumentar a tensão no país.

ONU exige entendimento político na Somália sobre a realização de eleições
Notícias ao Minuto

06:24 - 23/02/21 por Lusa

Mundo ONU

"As crescentes tensões políticas ameaçam o processo de construção do Estado na Somália, e inclusive a segurança, a menos que se resolvam através do diálogo e compromisso no interesse do país", disse o enviado da ONU para a Somália, James Swan, aos membros do Conselho de Segurança.

O diplomata alertou que, "infelizmente, estão-se a viver mais políticas arriscadas, táticas de pressão e provas de força, eu s+o aumentam os riscos".

Este domingo, 15 candidatos à Presidência da Somália pediram "ajuda urgente" ao Conselho de Segurança da ONU para que se realizem eleições, assegurando que o presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed Farmaajo, não vai sair do cargo sem uma intervenção do órgão máximo de decisão da ONU.

O mandato do presidente acabou em 08 de fevereiro e os líderes da oposição já não o reconhecem e pediram a formação de um Conselho Nacional de Transição para conduzir o país a eleições indiretas.

Os 15 candidatos acusaram o presidente de "adiar continuamente" as eleições, fazendo-o de "forma intencionada" para "procurar um prolongamento ilegal do mandato ou a tomada do poder por meios militares".

Durante um debate no Conselho de Segurança, Swan defendeu que o acordo alcançado em setembro, sobre o modelo das eleições parlamentares e presidenciais, continua a ser a melhor opção para celebrar rapidamente um processo eleitoral e dar mandato claro aos líderes políticos.

Este pacto, entre Farmaajo e cinco líderes regionais, mantém um sistema indireto, baseado em clãs, apesar da promessa do presidente de celebrar as primeiras eleições com sufrágio universal desde 1969, se bem que as diferentes fações políticas tenham renunciado ao compromisso.

O presidente somali é designado pelos eleitos, mas as eleições para os senadores e deputados que devem eleger o chefe de Estado, em sessão conjunta do parlamento bicameral, j+a foram adiadas por duas vezes, devido a desacordos entre o governo central e algumas regiões.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado Mohamed Siad Barre, o que deixou o país sem governo e sob domínio de milícias e senhores da guerra.

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