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Pelo menos 12 civis mortos em ataque de rebeldes na RDCongo

Pelo menos 12 civis foram mortos na sexta-feira à noite no leste da República Democrática do Congo, alegadamente por combatentes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), adiantaram hoje fontes locais.

Pelo menos 12 civis mortos em ataque de rebeldes na RDCongo
Notícias ao Minuto

11:24 - 07/02/21 por Lusa

Mundo RDCongo

"Na sexta-feira à noite, combatentes da ADF massacraram agricultores na aldeia de Mabule (Beni, Kivu do Norte, Leste) que se encontravam nos seus campos. Contámos 12 mortos", disse o administrador do território do Beni, Donat Kibuana, à AFP.

Kibuana frisou que os ataques mortais diminuíram desde o início de janeiro, "porque o exército lançou ofensivas contra as ADF na zona de Rwenzori" e muitas aldeias ficaram desertas.

"Oito irmãos nossos e quatro mães foram selvaticamente massacrados nos seus campos por estes terroristas das ADF. A busca continua, porque alguns camponeses não dão sinal de vida", denunciou o responsável da rede de organizações da sociedade civil em Kisima, Roger Masimango, onde se encontra a aldeia de Mabule.

Um perito pormenorizou, à AFP, terem sido, no total, hoje, "encontrados 14 corpos" e haver "pessoas desaparecidas".

O último ataque mortal imputado às ADF, um dos grupos mais violentos entre as dezenas em atividade no leste do Congo, aconteceu em 05 de fevereiro, quando pelo menos 21 civis foram mortos na zona de Rwenzori.

Num relatório tornado público na quarta-feira, o Gabinete dos Direitos Humanos da Organização das Nações afirmou que "as forças de defesa e segurança destacadas têm feito esforços consideráveis para derrotar as ADF".

Ainda assim, entre julho e dezembro de 2020, os ataques atribuídos ao grupo rebelde das ADF resultaram em "468 mortos, incluindo 108 mulheres e 15 crianças" nos territórios do Beni, no Kivu do Norte (Leste), Irumu e Mambassa, na província vizinha de Ituri (Nordeste), salienta a estrutura das Nações Unidas.

As ADF são compostas por rebeldes muçulmanos ugandeses que vivem no leste da RDCongo desde 1995. Há anos que não atacam o vizinho Uganda, mas têm cometido regularmente massacres desde outubro de 2014 na região de Beni, onde provocaram mais de mil mortes.

Leia Também: Novo líder da Assembleia Nacional da RDCongo é apoiante do Presidente

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