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Uganda. Pressão para se dar conta de desaparecidos durante eleições

As autoridades do Uganda estão a enfrentar pressões para encontrar mais de 30 pessoas alegadamente raptadas pelas forças de segurança antes ou depois das eleições presidenciais do mês passado, cujo resultado foi rejeitado pela oposição.

Uganda. Pressão para se dar conta de desaparecidos durante eleições
Notícias ao Minuto

12:52 - 05/02/21 por Lusa

Mundo Uganda

O ministro dos Assuntos Internos ugandês, general Jeje Odongo, disse aos deputados na quinta-feira que, pelo menos, 31 das 44 alegadas vítimas de rapto "ainda não foram localizadas".

A admissão causou tanta mais consternação quanto muitas testemunhas assinalam que as pessoas foram levadas à noite em carrinhas sem matrícula.

"Comprometemo-nos a investigar todos e cada um dos incidentes relatados", afirmou Odongo. Esta foi a primeira vez que um alto funcionário do Uganda reconheceu os raptos que vinham sendo relatados.

Alguns deputados, incluindo o presidente do parlamento, já tinham pedido uma explicação às autoridades, que negam ter como alvo a população civil. O Presidente ugandês, Yoweri Museveni, é, por outro lado, visto frequentemente como promotor de paz e segurança relativas no país.

O período eleitoral foi, no entanto, o mais violento dos últimos anos. As forças de segurança foram acusadas de assediar e reprimir violentamente os apoiantes de Robert Kyagulanyi Ssentamu, antigo músico e líder da oposição no país, conhecido pelo nome artístico, Bobi Wine.

O líder da oposição afirmou aos jornalistas esta quinta-feira que 3.000 dos seus seguidores se encontram desaparecidos, seja porque se encontram presos ou porque nada deles se sabe depois de alegadamente terem sido raptados pelas forças de segurança. Esta acusação não pôde ser confirmada.

Os advogados de Wine contestaram esta semana junto do Supremo Tribunal do Uganda o resultado das eleições presidenciais e legislativas do passado dia 14 de janeiro, numa tentativa de anular a vitória de Museveni e de impedi-lo de candidatar-se novamente à Presidência.

Yoweri Museveni nunca perdeu nos tribunais, e analistas referidos pela agência Associated Press afirmam que o painel de nove juízes do Supremo não deverá decidir contra o chefe de Estado.

Museveni foi declarado vencedor das eleições com 58% dos votos, contra 35% obtidos por Robert Kyagulanyi. O líder da oposição considerou os resultados fraudulentos, e alegou que soldados encheram urnas, votaram por muitos eleitores e afastaram outros tantos das assembleias de voto.

Museveni rejeitou as alegações de fraude eleitoral e considerou a eleição "a mais isenta de batota" desde a independência do país em relação ao Reino Unidos, em 1962.

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