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Vigilância de locais de culto islâmicos leva a fecho de nove mesquitas

O ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, anunciou hoje que nove mesquitas ou locais de culto islâmico foram encerrados nas últimas semanas, na sequência de uma operação de vigilância contra o "separatismo islâmico".

Vigilância de locais de culto islâmicos leva a fecho de nove mesquitas
Notícias ao Minuto

23:51 - 15/01/21 por Lusa

Mundo França

"Estamos a tomar medidas determinadas contra o separatismo islâmico", disse Darmanin numa publicação na rede social Twitter, na qual deu conta de que, de 18 locais de culto sob vigilância apertada, a seu pedido, nove foram fechados pelas autoridades.

De acordo com o Ministério do Interior francês, a maioria dos locais e culto visados pelas autoridades situa-se na região da capital, Paris, entre eles a mesquita de Pantin, encerrada em novembro por seis meses, por ter difundido um vídeo contra o professor Samuel Paty, antes do assassinato deste por um jovem radicalizado. 

Paty foi degolado a 16 de outubro de 2020 à saída da escola onde lecionava na região de Paris, depois de ter mostrado aos seus alunos, durante um debate sobre a liberdade de expressão, caricaturas do profeta Maomé.

O assassino, um jovem de 18 anos identificado pelas autoridades como Abdoullakh Anzorov, foi abatido pela polícia.

Anzorov assumiu responsabilidade pelo homicídio num texto deixado no seu telemóvel, juntamente com uma fotografia da vítima.

Duas semanas depois da morte do docente, três pessoas foram esfaqueadas mortalmente na Basílica de Notre-Dame de Nice por um extremista islâmico, levando o presidente Emmanuel Macron a proclamar que a França "está sob ataque".

Ainda segundo informação do Ministério do Interior citada pela AFP, no total foram alvo de "controlos" pelas autoridades nas últimas semanas 34 locais de culto, incluindo em Lunel (Hérault, sul) e Marselha (sudeste).

No sábado, o ministro do Interior irá reunir-se com os responsáveis das 3 principais correntes do Conselho Francês do Culto Muçulmano (CFCM) para discutir um projecto de reforma do enquadramento das instituições islâmicas, "contra o separatismo", que será discutido na Assembleia Nacional a partir da próxima semana, em sede de comissão especializada, e em penário a partir de 1 de fevereiro.

O Parlamento francês aprovou em dezembro de 2020 o prolongamento até julho de 2021 de controversas medidas de segurança inscritas na lei antiterrorismo do país.

A lei encontra-se em vigor desde novembro de 2017 e é criticada pelos defensores das liberdades civis, prevendo buscas domiciliárias, medidas individuais de controlo, estabelecimento de perímetros de segurança e encerramento de locais de culto.

As medidas são inspiradas diretamente no estado de emergência que foi decretado pelas autoridades francesas na noite dos ataques terroristas de 13 de novembro de 2015, que mataram 130 pessoas em Paris, e que foram então classificados como os piores ataques em solo francês desde a II Guerra Mundial.

Quando entrou em vigor, no início de novembro de 2017, a lei antiterrorismo francesa pôs fim ao estado de emergência que vigorava no país.

O texto adotado pelos parlamentares franceses prevê igualmente uma prorrogação até 31 de dezembro de 2021 de medidas relacionadas com os serviços de informações. 

Esta semana, 7 indivíduos foram detidos pela polícia antiterrorismo francesa no âmbito da investigação à degolação do professor Samuel Paty.

Os detidos terão mantido contactos através das redes sociais com o assassino, o jovem refugiado de origem chechena Abdoullakh Anzorov.

Sob acusações de terrorismo e homicídio, outros 14 indivíduos já se encontravam a ser formalmente investigados pela Justiça francesa.

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