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Líderes europeus lançam promessas para erradicar "pandemia invisível"

Vários líderes europeus assinalaram hoje o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com alertas, mas também com compromissos para promover junto da União Europeia (UE) medidas que ajudem a erradicar esta "pandemia invisível".

Líderes europeus lançam promessas para erradicar "pandemia invisível"

Um dos líderes europeus foi o Presidente francês, Emmanuel Macron, que alertou para o aumento da violência doméstica durante o confinamento imposto por causa da pandemia da doença covid-19, defendendo que esta realidade "não deve nunca tornar-se numa fatalidade".

"Acabar com a violência contra as mulheres é a grande causa do meu mandato", afirmou o chefe de Estado francês num vídeo publicado na rede social Twitter, no qual menciona vários mecanismos que foram concretizados pelo Governo em França para tentar ajudar as vítimas.

A criação de duas linhas telefónicas e de uma página na Internet para denúncias, a formação específica dos elementos das forças de ordem pública sobre a temática da violência doméstica e a ativação de novos locais para fazer alertas e para receber proteção foram algumas das medidas avançadas pelo executivo francês, segundo Emmanuel Macron.

"É essencial que não sejam deixadas sozinhas", frisou Macron, dirigindo-se diretamente às mulheres.

Algumas destas medidas foram concretizadas este ano durante o confinamento imposto no âmbito da pandemia do novo coronavírus, período durante o qual o Governo francês constatou que um aumento da violência contra crianças e mulheres.

Durante o primeiro período de confinamento, entre março e maio, as denúncias 'online' relativas a casos de violência doméstica contra mulheres aumentaram cinco vezes.

Na semana passada, duas semanas após a entrada em vigor de um segundo período de confinamento, a mesma plataforma 'online' registou um aumento de 15% nas denúncias.

Entre julho de 2019 e julho de 2020, 146 mulheres foram mortas pelos seus parceiros ou ex-parceiros em França, mais do que as 121 vítimas mortais registadas em 2018, segundo os dados mais recentes do Ministério do Interior francês.

O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, reunidos na cidade espanhola de Palma (ilha de Maiorca), por ocasião de uma cimeira bilateral, assinaram hoje uma declaração conjunta contra a violência doméstica contra as mulheres.

No documento, os dois governantes lamentaram a persistência deste flagelo, que classificaram de "pandemia invisível", e comprometeram-se a promover medidas no seio da UE para ajudar a erradicar este problema, nomeadamente otimizar a recolha de dados e a investigação a nível europeu e reforçar as campanhas de prevenção destinadas aos jovens.

Pedro Sánchez e Giuseppe Conte afirmaram ainda que as "sociedades plenamente democráticas" devem responder de forma firme e contundente a este problema, defendendo uma ação política que deve estar determinada em garantir a igualdade, a integridade e a segurança das mulheres, bem como a sua capacitação.

Também exigiram que a UE conclua o processo de ratificação da Convenção do Conselho da Europa para a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e a violência doméstica (adotada em maio de 2011, em Istambul) e que a diretiva comunitária sobre a prevenção e o combate ao tráfico de seres humanos e a proteção das vítimas seja aplicada de forma efetiva.

As comitivas espanhola e italiana cumpriram um minuto de silêncio em memória das vítimas.

Por ocasião deste Dia Internacional, a universidade Trinity College em Dublin publicou hoje um estudo que conclui que quase metade das mulheres na Irlanda, outro Estado-membro da UE, foram vítimas de agressão ou de assédio sexual.

De acordo com o estudo, 49% das mulheres inquiridas admitiram ter sido "agredidas ou assediadas sexualmente" em algum momento das suas vidas, contra os 19% de homens ouvidos que também confirmaram ter passado por situação semelhante.

Os investigadores da Trinity College, em colaboração com outros especialistas da Universidade de Maynooth, desenvolveram este estudo a partir de uma amostra representativa de 1.020 pessoas.

O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 17 de dezembro de 1999.

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