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FMI: Distanciamento social continua na África subsaariana até 2022

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que as medidas de distanciamento social na África subsaariana vão manter-se até final de 2022, e que só nesse ano a economia vai regressar aos níveis de 2019.

FMI: Distanciamento social continua na África subsaariana até 2022
Notícias ao Minuto

12:17 - 22/10/20 por Lusa

Mundo FMI

"A nossa projeção central assume que, para a maior parte dos países, algum distanciamento social, voluntário ou obrigatório, vai continuar em 2021, mas vai depois desvanecer-se no final de 2022, com a expansão da cobertura das vacinas e as melhorias nas terapêuticas, e a redução da transmissão local para níveis baixos", lê-se nas Perspetivas Económicas para a África subsaariana, hoje divulgadas pelo FMI.

De acordo com a mais recente previsão do Fundo, a economia da região da África subsaariana deverá ter uma contração de 3% este ano, crescendo depois 3,1% em 2021.

"De forma crítica, a previsão depende de um aumento significativo no financiamento externo entre 2020 e 2023", acrescenta-se no texto divulgado hoje em Washington, que alerta que "a região como um todo não deve regressar aos níveis de 2019 até 2022".

O FMI alerta que "a África subsaariana está a lidar com uma crise económica e sanitária sem precedentes, que em apenas alguns meses pôs em causa os ganhos de desenvolvimento dos últimos anos e perturbou a vida e os rendimentos de milhões de pessoas", pelo que "a projeção base assume que, para a maioria dos países, algum distanciamento social vai continuar em 2021 e desvanecer-se a partir do final de 2022, à medida que a cobertura das vacinas se expande e as terapias melhoram".

O reaparecimento de novos casos em muitas economias avançadas e o espetro de surtos cíclicos na região "sugerem que a pandemia vai provavelmente continuar a ser uma preocupação muito séria durante algum tempo", dizem os técnicos do FMI, notando que a reabertura das economias está a contribuir para já haver sinais de crescimento no segundo semestre.

"Mesmo com custos económicos e sociais elevados, os países estão cautelosamente a começar a reabrir as economias e estão à procura de políticas que reiniciem o crescimento; com um abrandamento das medidas de confinamento, preços das matérias-primas mais altos e melhoria das condições financeiras tem havido alguns sinais de recuperação na segunda metade do ano", lê-se no relatório.

Ainda assim, para o conjunto do ano, o FMI prevê uma recessão de 3% na região, salientando que as economias mais dependentes do turismo, como Cabo Verde, e os países exportadores de matérias primas, como Angola ou a Guiné Equatorial, foram os mais afetados.

"Para 2021 prevemos um crescimento de 3,1%, que é uma expansão menor do que a esperada no resto do mundo, refletindo parcialmente o parco espaço de manobra orçamental que os países têm para sustentar uma política expansionista", razão pela qual o apoio internacional é fundamental.

"Navegar políticas tão complexas não será fácil e vai requerer apoio externo contínuo; sem assistência significativa, muitos países vão debater-se para simplesmente manter a estabilidade macroeconómica e, ao mesmo tempo, cumprir as necessidades básicas da sua população", afirmam os analistas.

Para o FMI, "se os fluxos financeiros privados continuarem abaixo dos níveis da crise, e mesmo tomando em consideração os atuais compromissos de instituições financeiras internacionais e de credores bilaterais oficiais, a região pode enfrentar um défice de financiamento na ordem dos 290 mil milhões de dólares".

Isto, concluem, "é importante, já que um défice de financiamento mais elevado pode forçar os países a adotarem ajustamentos orçamentais mais bruscos, o que por seu lado vai traduzir-se numa recuperação mais fraca".

Os países, alerta o FMI, "vão ter de fazer escolhas difíceis", mas o potencial de crescimento mantém-se inalterado: "A necessidade de reformas estruturais que promovam a resiliência é mais urgente que nuca, particularmente nas áreas da mobilização de receitas, digitalização, integração comercial, concorrência, transparência e governação, e mitigação das mudanças climáticas".

A nível mundial, o FMI prevê uma recessão de 4,4% em 2020 e uma recuperação de 5,2% em 2021.

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