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PJ de Cabo Verde manifestam-se contra fundo social criado pela direção

Funcionários da Polícia Judiciária cabo-verdiana manifestaram-se hoje na cidade da Praia, capital do país, contra a "ditadura" da direção, por ter criado um fundo social sem ouvir os trabalhadores e que vai ser alimentado com 2% dos seus salários.

PJ de Cabo Verde manifestam-se contra fundo social criado pela direção
Notícias ao Minuto

20:58 - 16/09/20 por Lusa

Mundo PJ

Segundo o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação e Apoio à Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC-PJ), João Vaz, o fundo foi criado por uma "manobra" do diretor nacional da instituição, para reduzir o salário dos funcionários.

Criado e já regulamentado, o fundo deveria começar a funcionar já este mês, com os descontos dos 2% no salário bruto, mas João Vaz acredita que não vai ser implementado, por entender que ainda há possibilidade de as partes sentarem-se à mesa para negociar.

"Nunca houve nenhuma negociação a respeito deste assunto e é isto que está a indignar os funcionários e é isto que nos tem aqui neste momento a manifestar publicamente a nossa indignação", declarou o dirigente associativo.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), António Sousa, afirmou anteriormente que os funcionários foram ouvidos antes da aprovação do diploma em Conselho de Ministros, mas João Vaz disse que "é totalmente falso".

"Foi mais uma forma de atrasar o processo, de atrasar uma negociação para chegarmos a um entendimento", referiu o líder da associação, dizendo não ter dúvidas de que há "ditadura" na direção da PJ quando se decide ir ao salário dos funcionários para criar um serviço que eles próprios não têm conhecimento.

Por causa da falta de diálogo, João Vaz garantiu que a luta dos funcionários da PJ cabo-verdiana vai continuar, sendo que os próximos passos vão ser ainda tratados e negociados com os trabalhadores.

O presidente da associação adiantou que cerca de 80% dos funcionários aderiram à manifestação, que foi realizada em todos os departamentos a nível nacional, que conta com pouco mais de 200 trabalhadores.

Na Praia, ilha de Santiago, os manifestantes percorreram algumas ruas do bairro de Achada Santo António, batendo palmas e empunhando cartazes com frases como "Estamos cansados de não ser ouvidos", "Abaixo a ditadura", "A PJ é dos funcionários", "fFundo social obrigatório não" ou "Solidariedade à força não".

A manifestação terminou em frente ao Ministério da Justiça, no mesmo bairro, com os funcionários a gritar bem alto que "PJ unida jamais será vencida".

Além do fundo social, João Vaz adiantou que a PJ tem vários assuntos pendentes com o Ministério da Justiça desde 2017, relativamente ao salário, promoções e progressões, e subsídios.

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