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Migrações: Processos de asilo retomados em Lesbos "nos próximos dias"

O Gabinete Europeu de Apoio em matéria de Asilo (EASO) informou hoje que os processos de proteção civil serão retomados na ilha grega de Lesbos "nos próximos dias", após ter sido interrompido devido aos incêndios em Moria.

Migrações: Processos de asilo retomados em Lesbos "nos próximos dias"

"O EASO confirma que o seu pessoal irá retomar as entrevistas para proteção internacional em Lesbos nos próximos dias", indica a estrutura em comunicado, recordando que "as entrevistas foram temporariamente suspensas na sequência de grandes incêndios que destruíram as instalações de acolhimento de Moria", o maior campo de refugiados da Europa.

O gabinete informa, também, que "ao contrário de algumas especulações, a destruição das instalações da EASO em Moria não resultou na perda de documentos relacionados com pedidos de proteção internaciona".

"Todos esses documentos não são armazenados pela EASO e em qualquer caso são feitos eletronicamente. Além disso, as entrevistas realizadas pelo pessoal da EASO não tiveram lugar em Moria, mas sim nas instalações dedicadas em Pagani", explica.

Em concreto, são cerca de 160 os funcionários da EASO alocados à retoma dos processo de asilo, entre os quais assistentes de registo e assistentes de receção.

Na nota de imprensa, o gabinete diz ainda que, "juntamente com a Comissão Europeia e outros atores da UE, tem estado em contacto constante com as autoridades gregas para oferecer toda a assistência possível", não só em termos burocráticos, mas também de assistência de emergência.

Também hoje, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, defendeu durante uma visita à Grécia que a União Europeia (UE) deve encontrar, em conjunto, uma "resposta justa, forte e eficaz" para a questão das migrações.

"A questão migratória é um desafio para a UE, e não apenas para os Estados-membros que estão na linha da frente. Precisamos de encontrar a capacidade, no conjunto dos Estados-membros, de alcançarmos uma resposta que seja justa, forte e eficaz", declarou, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro grego, em Atenas.

Na semana passada, o campo de migrantes de Moria, em Lesbos, o maior da Europa, inaugurado há cinco anos no auge da crise migratória, foi totalmente destruído por incêndios, deixando os seus 12.000 ocupantes desabrigados.

Cerca de 800 migrantes, entre os milhares que ficaram desabrigados após o incêndio no campo de Moria, foram instalados no centro temporário erguido de urgência pelas autoridades gregas na ilha de Lesbos, informou o Ministério das Migrações grego.

A maioria das pessoas que ficou desabrigada dorme nas ruas, calçadas, campos ou em prédios abandonados. Os migrantes recusam-se a ir para o novo acampamento criado nas proximidades de Moria, temendo não poderem deixar a ilha uma vez lá dentro.

O campo de Moria foi criado em 2015 para limitar o número de migrantes provenientes da vizinha Turquia para a Europa.

Mais de 12.000 pessoas viviam no campo, incluindo 4.000 crianças.

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