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ONU começa a retirar militares de campos de deslocados do Sudão do Sul

A missão da ONU no Sudão do Sul anunciou hoje que vai começar a retirar os seus militares dos vários campos de deslocados do país, onde dezenas de milhares de pessoas procuraram proteção durante a guerra civil.

ONU começa a retirar militares de campos de deslocados do Sudão do Sul
Notícias ao Minuto

17:21 - 04/09/20 por Lusa

Mundo Sudão

Os Campos de Proteção Civil foram estabelecidos em Juba, capital do Sudão do Sul, e em outras grandes cidades, após o início da guerra civil, em dezembro de 2013, e serviram de proteção a milhares de deslocados internos que fugiam das atrocidades étnicas que marcaram o conflito.

Atualmente, pouco mais de 180.000 pessoas vivem naqueles campos, mas acreditam que já não estão sob ameaça devido à formação de um Governo de unidade nacional em março.

A missão começou a "retirar progressivamente" os seus soldados e a polícia dos campos na cidade de Bor (centro) e Wau (noroeste)", disse, em conferência de imprensa, o enviado especial da ONU, David Shearer.

"Sentimos que as ameaças que existiam há alguns anos já não existem hoje em dia", disse, salientando que aqueles locais vão ser transformados em campos convencionais para os deslocados, sob controlo do Governo.

O Sudão do Sul entrou em guerra civil em dezembro de 2013, quando o Presidente, Salva Kiir, de etnia dinka, acusou o vice-Presidente, Riek Machar, da etnia nuer, de fomentar um golpe de Estado.

Depois de várias tentativas falhadas para se chegar a um acordo, a paz foi finalmente selada em setembro de 2018, o que levou à formação de um governo de unidade em março de 2020, com Riek Machar a regressar à vice-presidência do país.

O Sudão do Sul tenta agora recuperar da guerra civil de seis anos, que provocou a morte a 380.000 pessoas e causou uma grave crise humanitária.

"Ninguém será obrigado a sair (dos campos), quando a missão os abandonar. Os serviços humanitários vão continuar", mas os campos vão passar a depender das autoridades sudanesas, para quem é hora de assumir as responsabilidades, disse o enviado especial da ONU.

A ONU tem 17 bases permanentes no Sudão do Sul, juntamente com várias outras bases temporárias estabelecidas durante a época das chuvas e cerca de 14.000 soldados e polícias no país.

A retirada dos militares dos campos de deslocados internos vai permitir disponibilizar entre 300 e 450 soldados e polícias para proteger outros campos em zonas do país onde a violência está a aumentar.

Cerca de 600 pessoas foram mortas em confrontos nos últimos seis meses, segundo o enviado especial da ONU, que os considera como uma ameaça ao processo de paz.

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