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Trump vai manter discurso de Estado da União durante julgamento

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que pretende manter o discurso do Estado da União para a data inicialmente prevista, dia 04 de fevereiro, apesar de estar a decorrer o seu julgamento político de destituição, no Senado.

Trump vai manter discurso de Estado da União durante julgamento
Notícias ao Minuto

14:07 - 22/01/20 por Lusa

Mundo Trump

"É muito importante para o que estou a fazer", explicou Trump, referindo-se à relevância do discurso para a definição da agenda política da Casa Branca, à margem do Fórum Económico Mundial, que decorre na cidade suíça de Davos até sexta-feira.

Com os trabalhos do julgamento político a decorrer, houve rumores de que a Casa Branca iria pedir um adiamento do discurso anual que o Presidente profere sobre o Estado da União, para evitar que ficasse ofuscado pela atenção mediática ao processo de 'impeachment'.

O julgamento político de Trump começou terça-feira e deve prolongar-se por várias semanas, admitindo-se que não esteja concluído no dia 04 de fevereiro, data fixada pela líder da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, para o discurso do Estado da União.

Mas hoje, em Davos, onde chegou na terça-feira para o início do Fórum, Trump informou que não tenciona pedir qualquer adiamento do discurso, mostrando-se confiante sobre o decorrer do seu julgamento político e aproveitando para atacar os seus adversários políticos.

"É uma farsa", disse Trump sobre o processo de 'impeachment', acusando os democratas de estarem a prejudicar o seu trabalho no Governo dos EUA e revelando confiança na equipa de advogados que o defende no Senado.

Trump disse mesmo que gostaria de ver novos testemunhos serem ouvidos no julgamento político do Senado, destoando de alguns dos seus defensores, que consideram que o inquérito formal terminou na Casa de Representantes e que o Senado apenas deve decidir se o Presidente deve ser removido do cargo com base nos dados já apresentados.

Hoje, Trump explicou que até gostaria de ver o seu ex-conselheiro nacional, John Bolton, e o seu chefe de gabinete, Mick Mulvaney, deporem no Senado, apesar de os republicanos terem rejeitado essa possibilidade, usando a sua maioria para derrotar as emendas dos democratas que pediam a audição de novos testemunhos.

"Mas vou deixar isso para o Senado", concluiu Trump, sobre a questão do acesso a testemunhas e a documentos, já depois de ter tido conhecimento que a maioria republicana tinha decidido que essas possibilidades apenas acontecerão após os dois lados apresentarem os seus argumentos, no julgamento político.

"Penso que a nossa equipa (jurídica) está a fazer um bom trabalho", disse Trump, referindo-se aos advogados que têm a cargo a sua defesa no Senado, onde se incluem nomes famosos do direito norte-americano.

Trump elogiou mesmo a forma emocionada como Pat Cipollone, um dos advogados do Presidente, apresentou os argumentos para rejeitar os dois artigos para destituição, onde Trump é acusado de abuso de poder e obstrução à justiça.

Os democratas acusam Trump de ter tentado pressionar o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenksy, para que investigasse a atividade da família de Joe Biden, rival político do líder norte-americano, junto de uma empresa ucraniana envolvida num caso de corrupção.

O processo transitou esta semana para o Senado onde será necessária uma maioria qualificada de 2/3 de votos para que Trump seja removido do cargo, o que é improvável perante a maioria republicana (53 contra 47) que já disse estar comprometida em rejeitar os argumentos dos democratas.

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