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Quénia impõe recolher obrigatório após ataque a base militar

O Governo queniano decretou um recolher obrigatório no turístico condado de Lamu, após o ataque, no domingo, do grupo 'jihadista' somali Al-Shebab contra uma base militar usada pelos Estados Unidos.

Quénia impõe recolher obrigatório após ataque a base militar
Notícias ao Minuto

08:27 - 09/01/20 por Lusa

Mundo Quénia

A medida de exceção será aplicada diariamente entre as 22h00 (19h00 em Lisboa) e as 04h00 (01h00 em Lisboa) até novo aviso, anunciou na quarta-feira à noite o chefe da polícia de Lamu, na costa sudeste do país, Muchangi Kioi.

O recolher obrigatório, que o Governo já decretou em ocasiões anteriores face a ameaças 'jihadistas', restringe qualquer movimento de veículos ou de barcos durante aquele período, facilitando a patrulha das autoridades.

A medida foi tomada após o ataque, no domingo, contra a base naval Manda-Magogoni, no condado de Lamu, na fronteira com a Somália, usada por tropas quenianas e norte-americanas.

De acordo com a agência de notícias Efe, o ataque provocou a morte de um soldado norte-americano e de dois colaboradores do Departamento de Defesa dos EUA, além de quatro atacantes que foram abatidos pelos militares.

Três dias antes, também em Lamu, três pessoas morreram e três ficaram feridas na sequência de um ataque do Al-Shebab contra um ataque de passageiros.

Desde outubro de 2011, quando o Governo queniano enviou tropas militares para a Somália em resposta a uma onda de sequestros supostamente realizada pelo Al-Shebab no seu território, radicais islâmicos perpetraram numerosos ataques no Quénia.

A esse grupo - que controla parte do centro e sul da Somália e aspira a estabelecer um Estado islâmico wahhabi (ultraconservador) naquele país - foi atribuído, por exemplo, o ataque de 15 de janeiro do ano passado contra um complexo hoteleiro em Nairobi que causou 21 mortos.

O Al-Shebab reivindicou o ataque com um camião-cisterna cometido no final de dezembro em Mogadíscio e no qual pelo menos 92 pessoas morreram e mais de 125 ficaram feridas, o pior ato terrorista do grupo desde 2017 na capital somali.

A Somália vive em estado de guerra e caos desde 1991, quando o ditador Mohamed Siad Barre foi derrubado, o que deixou o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias e senhores da guerra islâmicos.

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