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Brexit: Em semana agitada, eis os quatro cenários possíveis

Esta semana promete ser agitada no parlamento britânico, porque os parlamentares vão tentar legislar com urgência para impedir uma saída do Reino Unido da União Europeia (UE) sem acordo.

Brexit: Em semana agitada, eis os quatro cenários possíveis
Notícias ao Minuto

14:10 - 03/09/19 por Lusa

Mundo Brexit

O parlamento britânico reúne-se hoje para decidir se deve intervir para tentar evitar uma possível saída "sem acordo" da União Europeia (UE) dentro de apenas 58 dias. Recorde-se que o primeiro-ministro, Boris Johnson, tomou medidas para suspender o parlamento durante parte do período anterior ao prazo para concluir o Brexit, a 31 de outubro, dando aos deputados pouco tempo para apresentar legislação destinada a impedir uma saída desordenada.

Eis alguns dos cenários possíveis:

Um Brexit sem acordo

Se Londres e Bruxelas não chegarem a um acordo, por defeito o Reino Unido sai da UE na data prevista para 31 de outubro.

Temida pelo patronato, economistas e políticos, uma saída brusca poderá resultar na imposição de tarifas aduaneiras, bem como na escassez de alimentos, combustível e medicamentos.

O governo iniciou neste fim de semana uma vasta campanha de informação incentivando empresas e pessoas a "prepararem-se para o 'Brexit'".

Novo adiamento

Os parlamentares britânicos votam numa lei que obriga o governo a adiar mais uma vez a data de saída da UE, a fim de evitar um 'Brexit' sem acordo.

A oposição poderá beneficiar do apoio de deputados conservadores "rebeldes" para votar num projeto de lei nesse sentido, mesmo que o governo tenha ameaçado expulsar os conservadores tentados a fazê-lo.

Os deputados têm apenas alguns dias para legislar antes de o Parlamento ser suspenso na próxima semana até 14 de outubro.

A suspensão, decidida por Boris Johnson, provocou uma onda de indignação dos opositores a um 'Brexit' sem acordo.

Depois, será necessário que o governo cumpra a vontade do Parlamento.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou na segunda-feira que não pretende pedir um novo adiamento "em quaisquer circunstâncias".

 

Eleições antecipadas

A oposição, liderada pelo Partido Trabalhista, poderá aprovar uma moção de censura para derrubar o governo, cuja maioria absoluta na Câmara dos Comuns é apenas de um assento.

O primeiro-ministro também pode tentar desencadear a organização de eleições antecipadas na esperança de aumentar a maioria, embora o próprio tenha dito na segunda-feira que não deseja fazê-lo.

De acordo com a lei, precisa do apoio de dois terços de deputados, o que implica a ajuda do partido Trabalhista.

Uma hipótese sugerida por fonte não identificada do governo é que sejam convocadas para 14 de outubro.

Mas nada impede que Boris Johnson decida que a eleição ocorra após 31 de outubro, depois da saída do Reino Unido da UE, pois cabe ao primeiro-ministro escolher a data

De acordo com o ex-ministro da Justiça David Gauke, um conservador que se opõe à saída sem acordo, a estratégia do governo é "perder esta semana" no parlamento "e depois convocar eleições legislativas, eliminando aqueles que não são contra o 'Brexit', não contra uma saída da União Europeia, mas que consideram que [o Reino Unido] deve sair com um acordo".

Brexit com acordo

Londres e Bruxelas conseguem chegar a um entendimento sobre a questão crucial da fronteira na Irlanda do Norte e fechar um acordo de saída. Esta cláusula visa impedir o retorno a uma fronteira física com a República da Irlanda.

Mas o negociador da UE, Michel Barnier, excluiu no domingo renegociar a solução que Boris Johnson quer que seja removida.

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